Breves
«Agricultura fora da OMC!»

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) - representada por João Vieira, membro da direcção da CNA, do executivo da Coordenadora Agrícola Europeia, e Vanda Santos, representante permanente adjunta da CNA, em Bruxelas - participou, sábado, numa manifestação, junto à sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, para protestar contra a «absolutização» da organização mundial.

«As políticas neoliberais seguidas pela União Europeia, em relação à agricultura e mercados, têm contribuído para o desaparecimento de centenas de milhar de explorações agrícolas familiares e para a crise do mundo rural», denuncia a CNA, em nota de imprensa.

«Essas mesmas políticas também estão na origem dos conhecidos e recorrentes desastres alimentares que mais não são do que a consequência envenenada da lógica imposta pelo modo de produção, transformação, comercialização agro-industrial e super intensivo, ao serviço das multinacionais e outras grandes empresas do negócio agrícola», continuam os agricultores.

Neste quadro, segundo a CNA, «é inadmissível que a Comissão Europeia esteja a preparar novas cedências no quadro da OMC, dispondo-se, para isso, a usar a agricultura como moeda de troca nas negociações, num momento em que os EUA aumentaram astronomicamente os subsídios públicos à agro-industria».


Pessimismo em Portugal

O combate ao desemprego e o fim das listas de espera nos hospitais são as questões que mais preocupam os portugueses, de acordo com o barómetro da Marktest publicado esta semana.

Cerca de 28 por cento dos inquiridos considera que a prioridade máxima do Governo deve ser o combate ao desemprego e 25,4 por cento elege o fim das listas de espera na saúde. O equilíbrio das contas públicas surge em terceiro lugar nas preocupações dos portugueses (com 13,6 por cento), seguido da manutenção da paz social (com 9 por cento das respostas).

Lutar contra a violência e criminalidade e melhorar a qualidade da educação são as restantes respostas que acolhem 7,8 por cento e 6,7 por cento das respostas, respectivamente.

Os portugueses continuam pessimistas, como anteriores barómetros têm revelado, com 59 por cento dos inquiridos a considerar que a situação económica do país será pior dentro de um ano.


EDP com graves deficiências
Palmela aposta na saúde

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos denunciou, esta semana, que a distribuição de energia eléctrica apresenta graves deficiências, com implicações relevantes do ponto de vista social e económico.

Entretanto, o movimento de utentes, tendo em vista o apuramento do grau de descontentamento do serviço prestado pela EDP, decidiu concretizar um questionário que foi enviado a todas as juntas de freguesia de Portugal Continental, ao qual responderam 10 por cento destas.

Analisados os documentos, as conclusões, segundo o Movimento de Utentes, são escandalosas. Cerca de 75 a 79 por cento dos inquiridos referem que os cortes de energia são frequentes, os quais afectam as actividades económicas e que, por esse motivo surgem frequentes avarias em electrodomésticos e outros equipamentos.

Em relação aos cortes de corrente prolongados, entre 62 a 69 por cento considera que estes são perturbadores da qualidade de vida das populações e que a EDP não assume os danos após os cortes de corrente.

Ainda segundo o questionário, um terço dos inquiridos refere cortes de energia de 3 a 8 horas seguidas. Um dos inquiridos refere mesmo que a sua freguesia esteve 72 horas seguidas sem energia eléctrica.

Considerando o estudo efectuado viável e credível, a Comissão Dinamizadora dos Utentes dos Serviços Públicos decidiu entregá-los, ontem, ao ministro da Economia.


Ovibeja: «Sabor Alentejo»

Os produtos regionais do Alentejo, sobretudo os do montado, azeite e vinho, foram os grandes protagonistas da 20.ª Ovibeja, certame agropecuário que terminou no domingo, e que a organização considera ter sido «a melhor edição de sempre». A iniciativa, que este ano teve como região convidada a Beira Baixa, foi visitada por numerosas personalidades, entre os quais, o secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas.

O principal foco da feira esteve, este ano, apontado para os produtos tradicionais do Alentejo, como o presunto, enchidos, carne certificada, azeite e vinho, representados em vários stands no recinto.

A exposição multimédia sobre este mesmo tema, num pavilhão denominado «Sabor Alentejo», também concentrou as atenções dos visitantes mas, ao contrário do que sucedeu no ano anterior, com a mostra sobre o Alqueva, não vai ficar patente ao público depois da feira terminar, devido a contenções financeiras.

Colóquios sobre a agricultura e o mundo rural, tasquinhas, espectáculos musicais, animação, artesanato e gastronomia ou provas desportivas foram outros dos aliciantes da Ovibeja.


Contra os aumentos do pré-escolar

Os pais e encarregados de educação das crianças que frequentam o ensino pré-escolar municipal do concelho da Covilhã contestam o aumento das tarifas aprovadas pela autarquia para o sector.

Numa acção que decorreu, sexta-feira, frente à Câmara Municipal, fizeram sentir a sua revolta e apresentaram uma exposição que vão enviar ao Presidente da República, ao Procurador-Geral da República e ao ministro da Segurança Social e do Trabalho.

Com os novos preços, já aplicados até ao terceiro escalão de rendimento familiar e que no próximo ano serão aplicados na totalidade dos tarifários, «muitos pais poderão optar pelo ensino particular», refere um dos encarregados de educação, citado pela Lusa.

Os país acusam ainda a Câmara Municipal da Covilhã de «aumentar 500 por cento a comparticipação familiar, relativa ao prolongamento de horário», para além de haver estabelecimentos onde as crianças pagam mais por refeição «que os alunos do ensino preparatório ou secundário».


CDU intima Câmara do Barreiro

Os vereadores da CDU na Câmara Municipal do Barreiro estão descontentes com a indecisão da autarquia quanto a usufruir do direito de preferência do imóvel, que arrenda o rés-do-chão à sede da Associação «O Praiense», desde 1979, no sentido de salvaguardar um dos mais antigos edifícios do Barreiro, e que se encontra em péssimas condições de conservação.

Os eleitos da CDU apresentaram, entretanto, um requerimento, na última reunião pública de Câmara, onde manifestaram a necessidade urgente de discutir uma proposta para a compra do edifício que anteriormente albergou o conhecido «Café Barreiro». Segundo os vereadores da CDU a proposta já foi apresentada em duas reuniões privadas do executivo camarário, «acabando em ambos os casos por ser retirada pelo preponente sem deliberação».

De acordo com o vereador da coligação, Rui Ferrugem, «é de interesse da Câmara Municipal usufruir do direito de preferência e assim conservar um edifício de classificação patrimonial, que carece de obras de conservação urgente».


Perigo de desmoronamento em Almada

A deputada Heloísa Apolónia, do grupo parlamentar «Os Verdes», dirigiu, segunda-feira, um requerimento ao Governo no sentido de alertar para o perigo que representa, para pessoas e bens, a escarpa ribeirinha de Olho de Boi, em Almada, pelos possíveis desmoronamentos «que podem acontecer a qualquer hora».

Recorde-se que a escarpa ribeirinha foi, por diversas vezes, objecto de proposta de alteração ao PIDDAC, por parte de «Os Verdes», com o objectivo de garantir verbas para uma intervenção de consolidação daquela arriba. «Infelizmente estas nossas propostas têm sido rejeitadas pelas sucessivas maiorias parlamentares», lamentam os ecologistas.

Entretanto, a Câmara Municipal de Almada, consciente do perigo em causa, tem tomado algumas medidas, tendo suportado na íntegra o valor dessas obras, que são da responsabilidade do Governo, e continua a aguardar pela transferência de verbas por parte do executivo PSD/CDS-PP, consignadas em OE/1999.