Breves
Repressão

Os trabalhadores imigrantes estão a ser alvo de «uma vasta acção repressiva a intimidatória» no Algarve, acusa a direcção distrital de Faro do Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Sul. As acções dos ministérios da Administração Interna e dos Negócios Estrangeiros, levadas a cabo pelas forças policiais, em colaboração com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, constam de identificação, interrogatório e prisão, denuncia o sindicato. Em alguns casos, chega-se mesmo a conduzir trabalhadores ao tribunal, «visando a expulsão administrativa e compulsiva» ao abrigo da lei 34/2003. Para o sindicato, estas acções visam criar um clima de medo, que impede que os trabalhadores imigrantes da construção civil, com salários em atraso, e outros que são agredidos e até ameaçados de morte, apresentem queixa dos patrões. O sindicato lembra que a lei em causa não está ainda em vigor, embora esteja já a ser aplicada, ainda por cima «na sua forma mais odienta, a repressão».


Redução de salários

Os trabalhadores do Metro do Porto, oriundos da CP e da Refer, vão ver os seus salários reduzidos. Esta decisão da administração, embora contrarie o estipulado no decreto-lei de criação da empresa, foi já introduzida. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário recorda que, de acordo com o decreto-lei, os trabalhadores que transitassem das duas empresas para o Metro do Porto veriam salvaguardadas as regalias das empresas de origem. Agora, uma decisão unilateral da administração pretende retirar algumas destas regalias, o que poderá provocar reduções salariais da ordem dos 450 euros. O sindicato lembra que não foram os trabalhadores que escolheram mudar de empresa, pelo que deveriam manter as suas anteriores regalias e afirma a disposição destes trabalhadores em partir para novas formas de luta caso a administração não recue nesta sua intenção.


Melhores condições

Os enfermeiros do Hospital de Santa Maria decidiram, no plenário realizado no passado dia 25, desenvolver acções de luta exigindo melhores condições de trabalho e a vinculação dos precários. Os enfermeiros lembram que o Hospital está a funcionar com menos 418 enfermeiros face ao previsto no quadro de pessoal, que prevê a existência de 1734 enfermeiros para o regular e normal funcionamento da instituição. No momento, estão preenchidos apenas 1057 lugares, para além de 350 enfermeiros que trabalham com vínculo precário e que poderão ser brevemente despedidos.