Estado paga e privados operam

No âmbito do Programa Especial de Combate às Listas de Espera lançado pelo Ministério da Saúde, cerca de três dezenas de operadores privados do sector da saúde candidataram-se para, a partir do final de Maio, começar a operar doentes que se encontram em lista de espera.
As Administrações Regionais de Saúde procederão à distribuição de 40 mil dos cerca de 125 mil utentes pelos diversos grupos candidatos, alguns dos quais apresentaram propostas em várias ARS’s.
A única ARS que não lançou concurso para os privados foi a do Alentejo, por ter considerado que o sector público dispunha de meios suficientes para suprir as carências existentes.
Recorde-se que, segundo o plano, os restantes utentes, cerca de 85 mil pessoas vão ser operados pela rede de hospitais públicos do Serviço Nacional de Saúde, ficando a dúvida se a contratação de privados é uma efectiva necessidade ou mais uma negociata.


Estilos de vida matam mais

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e a Organização Mundial de Saúde apresentaram, na passada quarta-feira, em Roma, um relatório conjunto sobre a evolução das doenças crónicas associadas aos hábitos alimentares e aos estilos de vida.
O documento é o resultado da investigação efectuada por três dezenas de especialistas, ao longo de dois anos, e revela que cerca de 60% das mortes registadas no mundo, no ano de 2001, tiveram como base doenças crónicas como a diabetes, a osteoporose, problemas cardio-vasculares e obesidade.
Só nos EUA estima-se que cerca de 44 milhões dos adultos obesos sejam já casos patológicos, e que 25% dos adolescentes americanos tenham duas vezes o peso médio que os indivíduos da mesma idade tinham há 30 anos.
Ainda segundo as referidas entidades, a maioria destes casos regista-se nos países em vias de desenvolvimento, cujos sistemas preventivos de saúde pública não têm ainda capacidade de resposta para lidar com o fenómeno.


Condições de risco no aeroporto

O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras alertou, na passada quinta-feira, para as deficientes condições de trabalho a que estão sujeitos os inspectores destacados para o aeroporto da Portela, em Lisboa.
As salas onde são feitos o recebimento e a investigação são exíguas e carecem do cumprimento das mais elementares normas de higiene e segurança no trabalho.
Apesar de terem sido chumbadas pela Direcção-Geral de Saúde e Instituto Geral do Trabalho, há cerca de dois anos, e de tal situação ser do conhecimento dos responsáveis pelo Ministério da Administração Interna, continuam a ser aquelas as instalações onde, diariamente, convivem agentes e dezenas de pessoas que transitam pelo aeroporto.
O surto de pneumonia atípica veio levantar ainda questões como a ausência de um plano de emergência e a falta de medidas regulares de rastreio aos agentes, razão pela qual a estrutura sindical está a organizar consultas no Instituto de Medicina Tropical, ainda que a expensas dos próprios inspectores.


Teatro no topo das preferências

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística na segunda-feira, o teatro foi o evento cultural ao vivo com maior adesão por parte dos portugueses no ano de 2001, registando um total de 970 mil espectadores.
Segundo os mesmos dados, o número total de espectadores em espectáculos ao vivo foi de cerca de quatro milhões de pessoas, movimentando estas iniciativas receitas na ordem dos 18 milhões de euros.
Quanto ao cinema, apesar do decréscimo do número de lugares disponíveis por sala, em relação ao ano de 2000, e de as produções nacionais representarem apenas 1% do total das longas metragens, o número de espectadores aumentou e as receitas dispararam 15%, gerando rendimentos de cerca de 70 milhões de euros.
A música clássica foi, mais uma vez, o parente pobre, registando uma adesão de 26% do total de 993 mil espectadores que assistiram a concertos de música ligeira e clássica.


Empresas não pagam impostos

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, e já admitidos pelo Ministério da Economia, revelaram que cerca de 60% das empresas portuguesas não pagam as respectivas contribuições ao fisco.
Para além destas, apenas 40% se apresentam, antes de efectuadas as deduções, passíveis de serem tributadas.
Os valores globais das receitas fiscais apuradas comprovam que, apesar de o número de empresas que declararam rendimentos ter aumentado em 2001, o montante global do IRC liquidado decresceu no mesmo ano cerca de cem mil euros.


Resumo da Semana