Os «gangsters» de Washington entraram numa curva perigosa, mas cairão no precipício
Destruir o mundo para voltar a construí-lo
O primeiro contrato do pós-guerra do Iraque entregue pelo governo americano em relação com a chamada reconstrução daquele país foi para o maior gigante da construção civil, a Bechtel, de São Francisco. Este contrato, no valor de 22 000 milhões de dólares, prevê a reconstrução de aeroportos, do sistema de fornecimento de energia eléctrica, de estradas e caminhos de ferro. A Bechtel Corporation recebeu a preferência da «US Agency for International Development» numa rápida decisão que eliminou outras companhias (todas americanas). Estas, entretanto, serão compensadas com futuras adjudicações.

Galeano: a coerência e a incoerência
De todos os depoimentos críticos que li sobre os julgamentos de Cuba o que mais me surpreendeu foi o de Eduardo Galeano. O seu «Cuba duele», publicado em «Brecha» e logo reproduzido em todo o mundo, doeu-me muito. Por vir de um dos escritores da América Latina mais respeitados pelo seu eticismo, e porque a sua atitude confundiu muitos intelectuais de esquerda e foi festejada pelo super poder universal - uso uma expressão sua - «que está com uma vontade louca de tirar da garganta esta teimosa espinha», isto é, Cuba.

A questão do ensino superior e das propinas
Poderá parecer redutor quando se fala do ensino superior falar da questão do aumento das propinas. No entanto ao longo dos últimos meses não é por acaso que os principais culpados pela situação de ruptura actual se centram nesta questão. De facto, desde o actual governo PSD/CDS até aos governos anteriores do PS ou do PSD, todos eles contribuíram decisivamente para a desresponsabilização do Estado neste sector acompanhado pelo aumento de propinas. E centram-se nesta questão porque é sem dúvida a forma mais fácil de se desresponsabilizarem e avançarem a passos largos para a privatização do ensino superior.