Breves
Prisões na Birmânia
A opositora birmanesa e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi presa a semana passada juntamente com outros dirigentes da Linha Nacional para a Democracia (LND). Segundo a Amnistia Internacional (AI), vários estudantes encontram-se desaparecidos desde sexta-feira.
As detenções ocorreram após confrontos no Norte do país entre apoiantes da Junta militar no poder na Birmânia e simpatizantes da oposição, que terão provocados cerca de 70 mortos.
«Existem preocupações relativamente a segurança de mais de 100 membros da LND e estudantes», afirma a AI, que exige a divulgação «imediata» do paradeiro dos desaparecidos.

Protestos no Iraque
Paul Bremer, administrador dos EUA no Iraque, anulou a realização do Congresso Nacional Iraquiano, que em Julho deveria escolher um grupo de notáveis iraquianos para redigir a nova Constituição do país. Em substituição, Bremer vai designar num prazo de seis semanas um «conselho político», a quem caberá nomear os conselheiros nos diferentes ministérios e elaborar a Constituição que será submetida a referendo.
Segundo a revista Time, Bremer pede «paciência» aos iraquianos e advoga a necessidade de «capturar» ou «matar» Saddam, porque «afecta a psicologia política do lugar».
Entretanto, milhares de iraquianos manifestaram-se em Basra, no domingo, em protesto contra a designação de um oficial inglês para administrar a região.
«Não aceitamos que Basra seja administrada por um governador britânico, somos capazes de gerir nossos assuntos», era um dos muitos lemas hostis às forças ocupantes ostentado nos cartazes dos manifestantes.

Maus tratos a presos nos EUA
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou esta semana um relatório onde admite que muitos dos cidadãos estrangeiros presos no âmbito das investigações aos atentados de 11 de Setembro de 2001 foram vítimas de maus tratos.
Alegando que as investigações foram feitas «em circunstâncias difíceis», o documento reconhece ter havido «problemas significativos na forma como os presos foram tratados». Entre outros aspectos, refere-se o facto de «algumas pessoas» terem estado detidas sem acusação durante mais de um mês e outras continuarem encarcerada