Dia Mundial do Ambiente

No âmbito do Dia Mundial do Ambiente, que se assinalou na quinta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, alertou para o estado de degradação a que chegou o planeta.
Centrando-se na questão dos recursos hídricos, Annan salientou que «dois mil milhões de seres humanos correm o risco de morrer, se não dispuserem de água potável e saneamento adequado», e avançou com alguns dados estatísticos recolhidos pela organização.
Cerca de 1,1 mil milhões de pessoas sobrevivem sem acesso a água potável, resultando daí, e da falta de condições higiénico-sanitárias provocadas por esta carência, que 80% das doenças contraídas em todo o mundo lhe estejam directamente associadas.
O número de vítimas mortais desta dramática realidade cifra-se, segundo o Conselho Internacional para a Água e Saneamento, em cinco milhões de pessoas por ano, com tendência para aumentar à medida que a escassez atinja cerca de metade da população mundial, o que, a manterem-se os actuais padrões, acontecerá dentro de 20 anos.
Por fim, Kofi Annan sublinhou que «uma das ironias mais cruéis do mundo de hoje é que são os que têm rendimentos mais baixos que pagam um preço mais elevado pela água».


«Das Minhas Alturas»

O Espaço Cultural Vitória encheu-se de amigos de Cuba que ali se deslocaram, na passada sexta-feira, para assistir à apresentação do livro de poemas «Das Minhas Alturas», de António Guerrero.
António Guerrero é um dos cinco patriotas cubanos presos e condenados a pesadas e injustas penas nos Estados Unidos da América, na sequência de um processo cheio de arbitrariedades e de atropelos legais e que constituiu uma clara violação de direitos humanos.
Os poemas que compõem o livro agora traduzido para português – e publicado por iniciativa do Comité de Solidariedade com os Cinco Patriotas Cubanos (Lisboa), numa tradução de José Colaço Barreiros – foram escritos numa cela de um décimo segundo andar de uma prisão do Império.
A apresentação do livro, que esteve a cargo de José Casanova e de Reinaldo Calviac, embaixador de Cuba em Portugal, constituiu simultaneamente, um momento de solidariedade com a revolução e o povo cubanos.


«Sair para a rua para sensibilizar»

Foi desta forma que o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia(ASPP), Alberto Torres, resumiu o conjunto de iniciativas que aquela estrutura tem vindo a realizar.
As declarações foram proferidas no decurso de uma vigília, quinta-feira, na Praça da República, no Porto, integrada na campanha que a ASPP tem desenvolvido em vários distritos do País para exigir a dignificação do estatuto profissional, o cumprimento da Lei Sindical e da negociação colectiva, e a melhoria das condições de trabalho.
Segundo avançou o activista sindical, com base num estudo realizado pela própria organização, cerca de 80% das instalações da PSP no distrito do Porto encontram-se degradadas, 25% das viaturas de patrulha não circulam por avarias e os aparelhos de rádio encontram-se danificados, ao ponto das comunicações com a central de comando terem que ser efectuadas com recurso aos telemóveis pessoais.
Na sexta-feira, realizou-se uma acção de esclarecimento com o mesmo objectivo no aeroporto da Portela, em Lisboa, no sentido de, como afirmou João Gomes da direcção nacional da ASPP, «alertar todos os cidadãos do mundo para que levem para os seus países este problema».


Um prémio para Sophia

A poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen foi, na passada semana, distinguida com o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana.
O galardão, da responsabilidade da Universidade de Salamanca e do Património Nacional de Espanha, visa distinguir autores cujo valor literário da obra seja considerado como contributo válido para a humanidade.
Em 2002, Sophia de Mello Breyner foi escolhida pela Associação Portuguesa de Escritores como candidata ao Prémio Nobel, culminando uma inigualável lista de distinções que lhe foram atribuídas ao longo dos cerca 60 anos de carreira literária.
Nascida no Porto há 83 anos, publicou a sua primeira obra intitulada «Poesia», em 1944, tendo a Editorial Caminho, em 1991, editado em três volumes a compilação de toda a sua «Obra Poética».
A autora tem também publicados livros no campo do ensaio, do teatro e da literatura infantil.


Edite vai a tribunal

A actual deputada do Partido Socialista e ex-presidente da Câmara Municipal de Sintra, Edite Estrela, deverá ter que responder por abuso de poder.
O pedido de levantamento da imunidade parlamentar chegou, a semana passada, há Assembleia da República, na sequência do processo que corre no Tribunal de Sintra contra a ex-autarca por alegada prática de crimes de abuso de poder e violação do dever de imparcialidade de entes públicos.
Foi desta forma dado provimento à queixa apresentada pela CDU por, no decurso das últimas eleições autárquicas, a então presidente da edilidade sintrense ter alegadamente usado o espaço do boletim municipal como instrumento de campanha da sua recandidatura, bem como por suspeita de uso de fundos camarários para o pagamento de uma carta enviada a todos os cidadãos do concelho.


Resumo da Semana