Porto limpa todas

O Futebol Clube do Porto está mais uma vez de parabéns. O ano correu bem ao clube da Invicta, que arrecadou as taças todas. Com efeito, a seguir à vitória na chamada Superliga, ficando em primeiro lugar no campeonato nacional, o FCP ganhou a Taça UEFA derrotando o Celtic, em Sevilha. A estas duas retumbantes retumbantes vitórias, o FCP juntou a Taça de Portugal, troféu que conquista pela 12.ª vez. Com um só golo, o Futebol Clube do Porto derrotou o União de Leirias, num jogo que os comentadores classificam, na generalidade, como equilibrado e que, até final, deixou em suspenso os cerca de quarenta mil espectadores que assistiram, no Estádio Nacional, à partida. Há quem diga que este ano de 2003 foi o ano do dragão...


Presidência sobre o Atlântico

O Presidente da República terminou no passado domingo mais uma «presidência aberta», tendo escolhido desta vez os Açores para cenário desta peregrinação por terras portuguesas. Entre uma corrida acompanhado do presidente do Governo Regional, o despacho de trabalhos normalmente reservados ao Palácio de Belém, a regência de uma banda subtraída a um maestro ucraniano e alguns comentários mais acerados quando foi perguntado sobre o perdão de penas que, em 1999, «apagou» crimes de pedofilia, indignando-se perante acusações de «cobardia política» desferidas pelo socialista Armando Vara, Jorge Sampaio fez os percursos e os discursos que seriam de esperar, mesmo tendo em conta o assinalar do Dia de Portugal. Só o cenário foi, afinal, diferente, exercendo a presidência na parcela mais ocidental do território nacional, a ilha do Corvo.


«God Bless America»

Na véspera do encerramento da Feira do Livro de Lisboa, Urbano Tavares Rodrigues lançou mais um livro a acrescentar à longa lista de escritos que constituem a sua vasta obra. O escritor, que recentemente comemorou o cinquentenário da sua carreira literária, com uma série de eventos que continuam a ser assinalados pelo País, publica «God Bless America», um conto longo, ilustrado por fotos de Rui Ochoa, e que se ocupa de personagens que escolheram ser «escudos humanos» na guerra que os EUA levam a cabo no Iraque. O título («Deus Abençoe a América») vem, pois, carregado de amarga ironia, como aliás assinalou o apresentador do livro, o Professor Borges Coelho, que não deixou de, como historiador e sinultaneamente pessoa atenta à realidade de hoje, sublinhar os traços que unem as políticas imperiais de ontem e de hoje. O apresentador recuou aos tempos de D. Manuel, em que os portugueses dos Descobrimentos impunham a sua lei em vastas partes do mundo, assegurando que se tratava de divulgar o Evangelho e apoderando-se das especiarias. Tal como os Estados Unidos, afirmando levar os direitos humanos ao mundo, se apoderam de campos petrilíferos.
A sessão teve lugar no pavilhão dos editores e livreiros, perante meia centena de pessoas.


Desembarque na Libéria

Os 1800 fuzileiros norte-americanos e os 1200 marinheiros que regressavam do Iraque viram a viajem interrompida e a esperança de voltar a casa comprometida. Com efeito, o navio Kearsarge, dos Estados Unidos, foi desviado para Monróvia e os militares desembarcados na Libéria, com a finalidade anunciada de «proteger a embaixada dos EUA. Trata-se da maior operação militar norte-americana em África depois da malograda invasão da Somália. Há dez anos, as tropas do Tio Sam foram rechaçadas pelos senhores da guerra e ressurgem agora, com novo fôlego, no continente africano. Ao mesmo tempo, assinala-se, soldados enviados para a República Democrática do Congo pela União Europeia - na sua maioria franceses, mas também britânicos, belgas, suecos e irlandeses, em mais um ensaio do «exército europeu» - envolveram-se em combates junto à fronteira com o Uganda. As notícias referem que as tropas da UE foram atacadas, mas não revelam a identidade dos atacantes, no intrincado xadrez de formações militares em presença na região.


160 mil anos de Humanidade

Mais uma vez foi em África que se descobriram os mais antigos vestígios da humanidade. E desta feita não são «antepassados do homem», mas verdadeiros ancestrais humanos os que os fósseis encontrados revelam. Na região leste da Etiópia, ume equipa de cientistas norte-americanos - o que prova que, felizmente, os oriundos dos EUA não se ocupam apenas de guerra e destruição - descobriu três crânios fossilizados, a que foi atribuída a idade de 160 mil anos, fazendo recuar de muitos milhares de anos a data do «aparecimento» do homo sapiens.
Embora sejam mais alongados e maiores do que os crânios humanos actuais, parece não subsistirem dúvidas do parentesco que os liga à humanidade que actualmente povoa o Planeta.


Resumo da Semana