Exigem passar ao quadro de efectivos
Não docentes ameaçados de despedimento
Greve em dia de exames
Sete mil trabalhadores da Função Pública estão ameaçados de despedimento. A paciência esgotou-se e os não docentes do ensino não superior vão fazer greve no dia 23, segunda-feira.
Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, metade dos 14 mil trabalhadores com Contratos Administrativos de Provimento vão ver o seu contrato chegar ao fim dos cinco anos em Agosto do próximo ano e caso não vejam as suas carreiras regularizadas, poderão ser despedidos. Desde 1999 que 48 mil trabalhadores não docentes dos estabelecimentos do ensino não superior do Ministério da Educação e dos jardins de infância, esperam a regulamentação das suas carreiras. A Federação acusa o Governo, em carta de pré-aviso de greve enviada no passado dia 11 aos responsáveis governamentais, de «não apresentar qualquer projecto de regulamentação do Decreto-Lei n.º515/99», decreto que, a ser aplicado, regularizaria a situação destes trabalhadores, passando-os para os quadros da Função Pública.
A Federação exige que sejam criados novos quadros regionais de vinculação, que os 14 mil trabalhadores sejam integrados no quadro e que, aos cozinheiros e ajudantes de cozinha sejam pagos o retroactivos devidos desde Janeiro de 2000.
No passado dia 30 de Maio, trabalhadores não docentes de todo o País manifestaram-se à porta do Ministério da Educação, mas na audiência que os representantes sindicais tiveram com o chefe de gabinete do secretário de Estado da Administração Educativa, este «nada adiantou de positivo quanto ao processo em causa». Assim, a Federação decidiu convocar uma Greve Nacional para o próximo dia 23, o primeiro dia de exames nacionais, conforme decisão tomada no fim da concentração.

Correcção

Por lapso, foi referido no Avante! de 5 de Junho que a concentração do passado dia 30 tinha sido coordenada por João Torres, . Na verdade, como o próprio coordenador da União dos Sindicatos do Porto já nos havia alertado e como é referido num pedido de correcção que nos foi enviado pela coordenadora nacional da FNSP para a área da Educação, aquele sindicalista não esteve na iniciativa. O dirigente da federação que prestou declarações ao Avante! foi Artur Sequeira.


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