Atentados ambientais em Esposende
O presidente da Câmara Municipal de Esposende e a maioria PSD, que há anos governam o concelho, deviam explicar claramente aos munícipes por que razão foi licenciado o Loteamento no Pinhal de Ofir, «precisamente no momento em que esta zona foi proposta para integrar o futuro parque natural» ou por que estão a avançar «em ritmo apressado as construções das vivendas do Pinhal, no momento em que se fala da iminente consulta pública para a inserção de tais terrenos no referido Parque Natural», defende a Comissão Concelhia de Esposende do PCP, que acusa o Executivo municipal de nunca ter apresentado ao poder central medidas concretas para defesa deste «pulmão verde» do concelho.
Entretanto, ao apelo do PCP lançado recentemente aos principais agentes da sociedade para que se mobilizem em defesa do Pinhal de Ofir, o presidente da Câmara limitou-se a contrapor uma argumentação «requentada», «redonda» e «cheia de lugares comuns», que evidencia o «nervosismo» próprio dos autarcas que nada fizeram em defesa dos «pulmões verdes» das autarquias que governam.
Em Esposende, concretamente, da «obra» feita o que ressalta é a «lei do betão» e «os desmandos ambientais em toda a faixa litoral», de que «as construções em massa na zona de Apúlia, Marinha e, agora, em grande ritmo, em Ofir» são os exemplos mais flagrantes.
A verdade, prosseguem os comunistas, é que o PSD tornou-se «o principal responsável» pela destruição da zona verde de Ofir quando, em 1994, propôs, defendeu e inscreveu a inserção desse espaço em PDM como zona de construção», contra o parecer do PCP que, na altura, apontou um quadro integrado e alternativo de protecção total. E o resultado está aí, diz a Concelhia de Esposende: o que antes era «uma paisagem aprazível» está hoje praticamente transformado «no famoso gueto de endinheirados do Norte do País».
Entretanto, face a declarações do presidente da Câmara de Ofir, em defesa do Pinhal e contra a construção naquela área, como se não coubesse ao PSD a responsabilidade pela abertura dessa possibilidade, o PCP «convida-o» a promover com urgência um fórum de debate que reuna em primeiro lugar as parcerias implicadas no processo mas também a sociedade em geral.

Vila - Chá

O PCP está também a acompanhar com atenção as preocupações das gentes de Vila - Chá, relativamente à exploração de caulinos naquela freguesia, sem que estejam «acauteladas as mínimas condições de trabalho e de segurança». De facto, as minas estão sem qualquer resguardo e muito próximas das habitações, para as quais configuram um perigo.
De novo se está perante um cenário de «um verdadeiro atentado ambiental», que põe em causa a saúde e qualidade de vida das pessoas de Vila - Chá, denuncia a Comissão Concelhia de Esposende. Razão por que o deputado do PCP Honório Novo apresentou. no dia 14 de Maio, um requerimento na Assembleia da República solicitando ao Governo informações sobre a segurança na exploração de caulinos, os procedimentos da empresa concessionária e a legalidade da eventual expropriação de terrenos particulares.


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