Mau ambiente

De acordo com um estudo apresentado pela Sociedade Ponto Verde (SPV), quarta-feira da semana passada, cerca de 62% dos portugueses não procede à separação e deposição selectiva dos lixos domésticos.
A empresa responsável pela gestão das infra-estruturas de reciclagem em Portugal concluí ainda, com base nos dados apurados em Dezembro de 2002 envolvendo 1084 inquiridos, que as mulheres situadas na faixa etária entre os 25 e os 64 anos, residentes nas malhas urbanas do litoral, são as mais procedem à triagem das embalagens usadas.
Segundo Henrique Agostinho da SPV, citado pela Lusa, a maioria da população portuguesa ainda não está sensibilizada para assumir um papel participativo no processo de reciclagem, registando «um atraso cultural no que toca à adopção de práticas ambientalmente correctas».
As metas definidas pelas directivas da União Europeia nesta matéria definem que, até 2005, Portugal tem que reciclar 25% do total das embalagens produzidas, duplicando a taxa para 50% até 2012.


Novas denúncias na Casa Pia

Apesar do caso ter deixado as primeiras páginas dos jornais e as aberturas dos serviços informativos dos meios de comunicação audiovisuais «continuam a haver novos relatos de crianças abusadas», afirmou Catalina Pestana, quinta-feira, em entrevista à Lusa.
Segundo a provedora da Casa Pia de Lisboa (CPL), a razão que leva um cada vez maior número de alunos e ex-alunos a denunciarem abusos sexuais sofridos na instituição ou no seio da família, prende-se com o facto de «perceberem que não lhes acontece nada se contarem as histórias», havendo, portanto, uma «tendência para continuarem a aumentar lentamente».
Nos últimos dias surgiram testemunhos de «pessoas que estão a falar pela primeira vez», avançou a provedora, fazendo o número de relatos ultrapassar a centena.
A complexidade do processo assume maiores proporções quando «existem miúdos sobre os quais os técnicos têm a certeza de que houve abusos e ainda não conseguiram que falassem», continuou, sublinhando que a comissão de acompanhamento, em coordenação com psiquiatras e psicólogos da Polícia Judiciária e do Departamento de Investigação e Acção Penal, desempenha um papel fundamental na triagem dos relatos.


Divórcios aumentam

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, segunda-feira, que o número de divórcios em Portugal continua a aumentar, seguindo a tendência registada na última década.
Os dados apurados relativamente ao ano de 2002 demonstram que, nesse ano, um em cada dois casamentos resultou em divórcio, embora em 90,9% dos casos este se tenha realizado por mútuo consentimento.
As regiões que mais contribuem para o aumento da taxa são Lisboa e Vale do Tejo, Algarve, Madeira e Açores, fixando Portugal, no conjunto de países da União Europeia, em segundo lugar no «ranking», atrás da Bélgica.
Tal fenómeno é igualmente acompanhado pela diminuição do número de pessoas que decidem casar, o que, a juntar aos casamentos cada vez mais tardios, revela uma aposta clara na valorização académica e na estabilização da vida profissional.


Taylor abandona Libéria

Depois de na sexta-feira o parlamento da Libéria ter aprovado a destituição de Charles Taylor, substituindo-o pelo vice-presidente Moses Blah, o até então presidente do país participou na cerimónia de transferência de poder que decorreu, segunda-feira, na capital, Monróvia, devendo partir nos próximos dias para o exílio na Nigéria.
A cerimónia foi acompanhada por Thabo Mbeki, chefe de estado da África do Sul, Joaquim Chissano, presidente de Moçambique e da União Africana (UA), e John Kufuor, presidente do Gana e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), organismo que mantém no terreno uma força militar de interposição liderada pela Nigéria.
Os mediadores do conflito procuram, desta forma, por fim à guerra civil entre o governo e o movimento Liberianos Unidos para a Reconstrução e a Democracia (LURD), que desde à 14 anos mergulha o país e a região no caos e na instabilidade política.
Na sua comunicação ao país, emitida domingo, pela televisão, Charles Taylor desafiou a LURD a submeter-se ao sufrágio popular e acusou os Estados Unidos de estarem por trás de um golpe de conspiração para o afastar do poder.


Israel volta a ameaçar

Depois dos bombardeamentos efectuados, no fim-de-semana, ao sul do Líbano pela aviação israelita, o governo de Ariel Sharon mobilizou unidades mecanizadas e de artilharia para a fronteira com o país e mandou efectuar um raide de intimidação sobre a capital, Beirute.
Em mensagem enviada, através dos EUA e da ONU, aos presidentes do Líbano e da Síria, que acusa de prestarem apoio logístico ao Hezbolá, o primeiro-ministro israelita manifestou-se na disposição continuar a alvejar estes países, alegadamente como resposta aos ataques perpetrados pelo movimento no final da semana passada.
Apesar dos movimentos que assinaram o cessar-fogo, Hamas, Jihad Islâmica e Fatah, terem afirmado que vão manter o estabelecido no «Roteiro» de Paz, Israel suspendeu a libertação de prisioneiros palestinianos e mantém o alerta na fronteira com o Líbano.


Resumo da Semana