<font color=0094E0>Cidade da juventude, espaço de futuro</font>
Todos os anos reinventada e totalmente renovada, a Cidade da Juventude promete um mundo de surpresas e novidades que, para Nélson Silva, um dos responsáveis deste espaço, é o «ponto de encontro privilegiado para muitos milhares de jovens que visitam a Festa.
«Quisemos este ano apresentar um projecto ambicioso que reflecte o crescimento da organização e pretende ser a consequência de um ano de muitas lutas de estudantes e jovens trabalhadores, em que a Juventude Comunista esteve envolvida.», disse-nos Nélson Silva, membro do Secretariado e da Comissão Política da JCP.
A exposição política é este ano enriquecida com algumas componentes de artes plásticas, num trabalho coordenado de vários militantes da JCP que pretendem criar «uma relação entre os aspectos políticos da exposição e as artes plásticas que podem reflectir e reforçar ainda mais a mensagem que pretendemos transmitir», afirmou.
O combate dos jovens trabalhadores contra o Código do Trabalho e os ataques da política de direita do Governo PSD-PP aos seus direitos, as lutas estudantis no ensino secundário e universitário que decorreram desde a última Festa e a enorme actividade da juventude comunista, com destaque especial para a realização do VII Congresso da JCP que decorreu no fim do ano passado - «onde se traçaram metas e objectivos para os próximos anos, com vista a um cada vez maior reforço da organização, de forma a podermos cada vez mais mobilizar a juventude para a luta pelos seus direitos e a luta pela paz» - são o «fio condutor» das exposições políticas que pretendem reafirmar «a confiança no futuro e na luta do PCP e da JCP», salientou.
Uma cronologia com a exposição de todos os ataques realizados ao longo do ano por parte do Governo aos direitos dos jovens, será acompanhada por outra onde estarão especificadas as lutas dos trabalhadores e da juventude em respostas às políticas neoliberais e nas manifestações pela paz, contra as guerras imperialistas.
«No fundo, pretendemos demonstrar que este foi um ano de grandes lutas no plano unitário, mas também de grande envolvimento dos comunistas e de um enorme trabalho no sentido de reforçar a influência da JCP junto da juventude», concluiu.
Uma parte da exposição é dedicada à FMJD, a Federação Mundial das Juventudes Democráticas, organização responsável pela realização dos Festivais Mundiais das Juventudes e dos Estudantes Anti-imperialistas que engloba as juventudes comunistas, progressistas e revolucionárias de todos os países do mundo.
A FMJD é actualmente presidida por Miguel Madeira, membro do Secretariado e também da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, que foi eleito por todas as juventudes comunistas e progressistas do mundo, em Março passado, para desempenhar este cargo de destacada projecção, «eleição que veio apenas provar o prestígio da JCP entre as organizações revolucionárias e progressistas de todo o mundo, como organização revolucionária de juventude», salientou ainda Nélson Silva.

Espaço Multiusos

O espaço multiusos é um pequeno palco propício para debates.
Assim, para o começo da tarde de sábado está agendado o primeiro, subordinado ao tema «Racismo e xenofobia», seguido de outro ao fim da tarde sobre «A luta dos povos e a solidariedade internacionalista», que contará com a participação de Miguel Madeira, além de outros convidados.
Para a tarde de domingo está marcado o debate sobre «Os direitos da juventude». Os visitantes vão poder discutir sobre as ofensivas do Governo aos direitos dos jovens e sobre as respostas que têm sido dadas pela juventude nas áreas laboral e da educação.
Mas muitas outras actividades vão animar este espaço. Poesia, música de intervenção e não só, marionetes e um workshop de percussão vão ser alguns dos aliciantes de um local que se pretende «diferente do Palco Novos Valores, mais íntimo e aconchegado, de forma a criar uma grande interactividade com os visitantes da Cidade da Juventude».

Cinema de animação e «curtas»

Uma grande aposta e quase novidade na Cidade da Juventude é o Espaço Cinema.
Localizado ao lado do Espaço Multiusos, será um espaço próprio para a projecção, essencialmente, de cinema de animação.
Nélson Silva recordou que a experiência não é nova já que, por duas vezes, a JCP levou o cinema à Festa.
Agora optou-se por criar um espaço com condições técnicas melhoradas, exclusivamente para o cinema de animação e as curtas metragens. A programação contém uma vertente de cinema de animação composta por realizadores jovens, dividida em duas vertentes: uma mais amadora e outra profissional. Também as curtas metragens serão apresentadas nestas duas vertentes.
Pretende-se que seja também um espaço para discutir sobre o cinema de animação e das curtas metragens em Portugal e as dificuldades que realizadores e actores sentem em termos de apoios, «bem como os problemas que têm de viver os trabalhadores destas áreas, procurando contrastes e pontos em comum», revelou Nélson Silva.
Várias escolas profissionais de cinema de animação e universidades estão convidadas para participarem neste evento, bem como associações realizadoras de festivais e mostras, no sentido de poder haver um programa o mais alargado possível em todas estas vertentes, com uma forte componente de apelo à participação de todos os agentes envolvidos.

Aderir à JCP

Duas bancas com materiais de informação política vão estar em constante funcionamento durante os três dias. Aqui, os jovens podem inscrever-se na JCP, actualizar dados e obter toda a informação sobre a actividade dos jovens comunistas, além dos habituais materiais de banca, das t-shirts com conteúdos políticos - onde se destaca uma estampa em homenagem à revolução cubana no âmbito da campanha de solidariedade que vai decorrer por toda a Festa, focando o aniversário da morte de Che Guevara - aos pins e outros materiais de campanha. As bancas são também apoiadas por brigadas de contacto.
As brigadas vão ter quatro destacáveis. Três deles contêm direitos pelos quais a JCP se compromete continuar a luta na sua defesa: os problemas do ensino superior, do ensino secundário e do Código do Trabalho. Cada destacável é, portanto, um compromisso da JCP com o visitante que levará os documentos consigo. No quarto destacável, o visitante compromete-se, assinando, em estar atento e em contribuir para a luta pelos seus direitos. A guerra, as questões da saúde, a Lei dos Partidos e a Lei do seu financiamento, bem como a importância do recrutamento para a JCP, vão ser temas que as brigadas de contactos irão abordar junto dos visitantes.
O Agit, a revista da JCP, vai ter o seu mais recente número à disposição dos visitantes nestas duas bancas e também através de brigadas constituídas para esse efeito e para a venda da revista-programa da Festa, e do jornal Avante! .

Sopas e vegetais

Dois bares centrais da responsabilidade dos jovens comunistas vão assegurar na Festa a presença dos pratos vegetarianos e das sopas.
Localizados em zonas diferente da Quinta da Atalaia, a JCP pretende que estes espaços ganhem mais qualidade e atractividade.
Situado junto ao Pavilhão de Lisboa, o Bar vegetariano que tem tido muita procura e aceitação, «não só por vegetarianos como por curiosos que se sentem à vontade para experimentarem na Festa pratos que nunca antes provaram, acabando por gostar».
Mas a grande novidade gastronómica da juventude comunista vai ser um Bar de sopas, situado ao lado da Cidade do Desporto, junto à zona dos pioneiros e onde o caldo verde e o creme de cenoura tem já presença garantida.

Palco «Novos Valores»
Qualidade garantida

«Este ano o palco tem mais qualidade e dignidade», referiu Fábio Vicente, responsável pelo local que atrai mais juventude à cidade da JCP, onde decorre o concurso «Novos valores», este ano com a participação de 9 finalistas, depois de 17 festivais regionais de apuramento, após os quais se realizou a grande final de apuramento, no passado mês de Julho, na Festa da Alegria do PCP, em Braga.
Ali, um júri composto por Ruben de Carvalho, um representante da Rádio Universidade de Coimbra, e os guitarristas Abel Beja, dos Primitive Reason e Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, e pelo próprio Fábio Vicente, em nome da JCP, elegeu os vencedores que vão ter o privilégio de actuar no maior acontecimento cultural do País.
Fábio Vicente revelou que mais de duzentas bandas participaram este ano no concurso dos «Novos Valores».
No total, mais de sete mil novos músicos participaram na eliminatória, fazendo deste o concurso de novas bandas com maiores dimensões em Portugal, criando «um grande impacto positivo junto de muita juventude que tem assim uma oportunidade de se projectar e permite compreenderem que a JCP é solidária com as lutas dos jovens músicos e respectivas bandas, e tenta assim abrir-lhes uma porta para outros e maiores voos», afirmou.
Além dos nove finalistas - Tetanus de Aveiro, Ho-Chi-Min de Beja, Frequency de Braga, Ex Lovers Sex de Coimbra, Assacínicos de Leiria, Sidewalk da Madeira, Limbo do Porto, Skapula de Setúbal e os Die In Vain de Viana do Castelo - há ainda quatro bandas convidadas. O motivo dos convites deve-se ao facto de, de todas as bandas apuradas para a final, nenhuma interpreta Hip Hop e SKA. Para garantir a qualidade da representação destes dois estilos, a organização optou por convidar quatro grupos destas áreas musicais. Para já estão garantidos os Des partizans, da região do Porto e os Skareta, da região de Lisboa. Os outros dois nomes serão anunciados brevemente.

Muita juventude nas jornadas

A presença de muitas centenas de jovens comunistas e amigos tem-se feito sentir nas jornadas de implantação da Festa do Avante.
Nunca é demais recordar que todo o trabalho é feito à custa do empenho militante e revolucionário de muitos jovens da JCP e amigos que dão o contributo possível.
No primeiro fim de semana de Agosto, a JCP realizou na Atalaia uma jornada de mobilização da Organização do Ensino Secundário e da Organização do Ensino Superior que contou com 121 voluntários no sábado, e no domingo entre 80 a 90 camaradas.
Mas a Festa não é só trabalho, bem pelo contrário. No fim dos turnos, os jovens animam até à noite em grandes convívios e várias iniciativas.
Naquela noite de sábado, realizou-se um espectáculo de teatro promovido por um grupo amador de Vila Franca de Xira que apresentou um trabalho baseado num recital de poemas de José Carlos Ary dos Santos, enriquecido com a passagem de slides e fotos do poeta e da Revolução de Abril. «As portas que Abril Abriu» foi o poema que serviu de foi condutor a todo o espectáculo. Depois foi a vez de se ouvir e cantar músicas de intervenção com alguns sons latinos com sabor a Brasil.
A preocupação com a realização de momentos de convívio nas jornadas tem-se traduzido num rol de iniciativas que vão continuar até à Festa. No mesmo fim-de-semana realizou-se também um torneio de futebol que contou com dez equipas de várias regiões.
Nos dias das jornadas de 23 e 24 de Agosto realiza-se a final do torneio. Em todas as jornadas até à Festa haverá almoços, jantares e convívios com a garantia de música de intervenção.
A par destas iniciativas, também a Célula da Festa do Avante tem realizado debates e animações. No passado fim de semana, um debate sobre Cuba suscitou forte interesse por parte dos construtores que voltaram a demonstrar a solidariedade com o povo cubano e o seu regime socialista. O debate contou com a presença do director do Avante! , José Casanova.


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