Breves
Patrões julgados
«Os responsáveis pelos dramas sociais vividos na Marinha Grande pelos operários da Manuel Pereira Roldão e suas famílias irão prestar contas à Justiça», congratula-se, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, da CGTP. O julgamento de Carlos Antero e Azevedo Coutinho, patrões da fábrica em 1994, quando se travaram as lutas contra os salários em atraso, inicia-se a 23 de Janeiro do próximo ano, sendo os réus acusados de apropriação indevida e ilegítima de valores pertencentes à empresa, que ascendem a cerca de um milhão de euros, no período entre 1991 e 1994. O sindicato recorda, porém, que os trabalhadores da extinta fábrica ainda não foram ressarcidos dos danos causados pelo encerramento da empresa e pela perda dos seus postos de trabalho. O STIV considera que os «factos cometidos pelos responsáveis desta empresa provocaram consequências irreparáveis em muitas famílias de trabalhadores que ali laboraram e não só contribuíram para uma maior desestabilização do sector como fomentaram no seu exterior motivos de descrédito».

Lei aumenta clandestinos
O Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria do Centro denuncia que a nova lei de imigração provocou o aumento dos trabalhadores clandestinos, da precariedade e da exploração da mão-de-obra no sector. Ao limitar a entrada e permanência de estrangeiros no País à existência de um contrato de trabalho prévio e a legalização apenas a quem já estivesse a trabalhar em Portugal até 30 de Novembro de 2001, a nova lei, em vigor há cinco meses, veio contribuir para o aumento da precariedade e da exploração, lembra o sindicato, que alerta também para situações que lembram os tempos da escravatura. Em declarações à Lusa, o coordenador do sindicato, Alfredo Lourenço, contestou ainda a utilização abusiva de trabalhadores imigrantes na criação de conflitos com os portugueses. Com menos segurança no trabalho, estes trabalhadores furam com facilidade as greves , o que pode «contribuir para um sentimento anti-imigração», denunciou o sindicalista.

Philips despede
O Sindicato das Indústrias Eléctricas do Centro acusa a Philips de pretender «fazer o funeral» a uma empresa que possui, a SCBO, instalada em Ovar. Nesta empresa está em curso um despedimento colectivo de nove trabalhadores, acusa o SIEC/CGTP, que denuncia também outras irregularidades em curso na empresa, como a transferência de produção e máquinas para a subcontratação.