Adeus Sérgio Ortega

Morreu aos 65 anos, no passado dia 15, vítima de doença prolongada, o cantautor chileno Sérgio Ortega, autor de temas emblemáticos do canto revolucionário como «Venceremos» e «O Povo Unido Jamais Será Vencido».
Nascido na cidade portuária de Antofagasta, no norte do Chile, Sérgio Ortega viu-se obrigado a partir para o exílio após o golpe militar fascista de Augusto Pinochet, em Setembro da 1973.
Desde então vivia em Paris, onde viria a falecer, dedicando-se à composição de peças musicais para ópera e teatro, mas mantendo sempre um estreito contacto com os companheiros na sua terra natal, do que são exemplo as muitas visitas ao país e os encontros com os camaradas do Comité Central do Partido Comunista do Chile.
O corpo foi transportado para o Chile onde, por sua vontade, foi sepultado no solo pátrio.


Sempre a gastar!

Segundo dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística no âmbito do levantamento socio-demográfico dos Censos 2001, os portugueses são uma das populações da União Europeia que mais gastos têm com os medicamentos e o material terapêutico, num total de 55,1 por cento da parte do orçamento familiar dedicado à saúde.
No relatório «Portugal Social», divulgado esta semana, fica expresso que a despesa média anual dos agregados familiares com a saúde representava, em 1999, cerca de 5,2 por cento do rendimento total, montante só ultrapassado pela despesa das famílias gregas, 6,7 por cento.
No contexto geral do sistema de saúde e assistência médica, com base em dados comparados dos últimos cinco anos, as assimetrias regionais continuaram a cavar um fosso entre Lisboa e Vale do Tejo e o resto do País, uma vez que nesta região o rácio de clínicos por 100 mil habitantes é o dobro do registado em regiões como o Algarve, Alentejo, Madeira e Açores.
No que toca às infra-estruturas, em 2001 existiam em Portugal 227 unidades hospitalares, das quais 95 são instituições particulares. De salientar, neste contexto, que entre estas contam-se as seis novas unidades construídas desde 1996.


Nos palcos de Havana

A companhia bragantina «Teatro em Movimento» apresentou, no XI Festival Internacional de Teatro de Havana, a peça «A menina, a lua e o palhaço que não tinha cão», da autoria e direcção de Leandro Vale.
O certame, que se realiza de dois em dois anos na capital de Cuba, conta este ano com a presença de mais de meia centena de companhias teatrais oriundas de cerca de vinte e um países, entre os quais Portugal.
Às companhias estrangeiras juntam-se dezenas de grupos cubanos reunindo, desta forma, centenas de actores e actrizes de proveniências várias e estilos diversos.
O Festival tem o encerramento previsto para o próximo domingo, dia 28 de Setembro.


AML congestionada

A associação ambientalista Geota apresentou, quinta-feira da semana passada, um levantamento sobre «Mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa» no qual tece duras críticas à falta de uma política articulada para o sector dos transportes.
Segundo os resultados revelados, os residentes da Área Metropolitana de Lisboa (AML) efectuaram, no período considerado, cerca de 4,9 milhões de viagens diárias tendo a cidade de Lisboa como ponto de partida ou de chegada, das quais 76 por cento foram motorizadas.
O transporte individual constitui a primeira alternativa para a maioria dos que são obrigados a fazer diariamente movimentos pendulares, representando 57 por cento do total das deslocações, facto confirmado pelo decréscimo do número de passageiros nos transportes colectivos.
Algumas das razões apontadas pela associação para a perda de importância dos transportes colectivos na deslocação das populações são o preço dos bilhetes e assinaturas mensais que, mesmo não tendo acompanhado a inflação, representam ainda assim cerca de 15 por cento da despesa dos agregados familiares; a ausência de uma rede de transportes públicos integrada em toda a AML; a falta de capacidade de resposta dos transportes pesados para as deslocações a partir dos subúrbios da cidade de Lisboa e a desarticulação dos serviços, horários e coroas entre os diversos agentes prestadores de serviços de transporte.
Uma das soluções apontadas é a criação de uma Autoridade Metropolitana de Transportes que coordene toda a AML e facilite a gestão de uma rede integrada de transportes públicos.


Luísa Basto é «Amália»

Depois do enorme sucesso alcançado junto do público das diversas salas de espectáculo por onde passou, em Portugal e no estrangeiro, o musical «Amália» do encenador Filipe La Féria voltou aos palcos nacionais.
O Teatro-Auditório do Casino do Estoril acolheu, quinta-feira da semana passada, o regresso da obra que procura contar a história da vida da mais conceituada fadista de todos os tempos, espectáculo que estará patente até ao próximo dia 28 de Dezembro.
O desafio de interpretar a personagem de Amália Rodrigues cabe à cantora Luísa Basto.
Regressos a não perder todas as quintas e sextas-feiras, o da obra e o de Luísa Basto, uma das melhores vozes do panorama musical nacional.


Resumo da Semana