Encerramento injustificado
Nada justifica a aceleração do processo de encerramento da Docapesca, agora que Portugal perdeu a candidatura à realização da America’s Cup, considera a Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP. Esta posição foi assumida após uma reunião que juntou pescadores, armadores e autarcas dos concelhos de Almada, Sesimbra e Setúbal, realizada no dia 28 de Novembro. Entende a DORS que aquele porto possui características únicas na região de Lisboa, pelo que se deve manter a reivindicação pela sua continuidade.
«Independentemente do encerramento ou não da Docapesca de Lisboa, esta situação veio demonstrar claramente a necessidade de construção dum novo porto de abrigo para a pequena pesca do estuário do Tejo, cuja localização se propõe na Trafaria», mas não na localização actual, defendem os comunistas. Essa construção deve ser acompanhada, afirma o PCP, pela «criação de condições de abrigo às embarcações na margem norte».
Com o fim da Docapesca, lembra o PCP, a pequena pesca deixa de ter, no estuário do Tejo, um porto de abrigo «em condições e não tem porto de descarga e venda de pescado minimamente aceitável».Também desaparecerá a única fábrica de gelo com dimensão adequada para o sector, alerta. Não obstante o maior movimento que o encerramento da Docapesca poderá trazer aos portos de Setúbal e Sesimbra, o PCP avisa que «poderão haver situações de conflito entre a pequena pesca e restantes embarcações que já demandavam daqueles portos e os arrastões que se deslocam de Lisboa».


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