Breves
Síria exige seriedade
Em reacção ao convite israelita de retoma das conversações de paz, o ministro sírio para os Expatriados exigiu que qualquer abordagem a novas negociações tivesse o mínimo de credibilidade.
Buthaina Shaaban explicou que a Síria deseja continuar com o processo negocial, interrompido em 2000, em torno da soberania dos Montes Golã, ocupados por Israel desde 1967, mas que não podem ser dados passos atrás relativamente ao estabelecido até então.
Por outro lado, as autoridades sírias ainda aguardam resposta, por parte dos israelitas, relativamente a uma solução apresentada para o estatuto daquela faixa de território, cabendo-lhes por isso a iniciativa.
Recorde-se que o presidente de Israel endereçou um convite ao seu homólogo sírio para que se retomassem as conversações, mas como a figura presidencial em Israel tem pouco poder e não é ainda conhecida a posição do primeiro-ministro Sharon, a Síria exigiu seriedade no tratamento desta matéria.

Protestos no Haiti
A crise política ameaça instalar-se novamente no Haiti, com o povo a sair às ruas para contestar o presidente Jean Bertrand Aristide.
Na capital do país, Port-au-Prince, dezenas de milhar de manifestantes exigiram a demissão do presidente, num protesto sem marcas de violência.
Situação inversa ocorreu na cidade portuária de Miragoane, onde apoiantes e contestatários se envolveram em confrontos, dos quais resultou a morte de um partidário de Aristide.
Do lado dos opositores o saldo foi igualmente trágico, com um membro da oposição, que se encontra hospitalizado vítima dos ferimentos, a ser incendiado em praça pública.
Jean Bertrand Aristide foi, na década de noventa, deposto por uma revolta popular, tendo regressado ao poder no país após intervenção militar dos EUA.

Batasuna contesta ilegalização
O Tribunal Constitucional espanhol agendou, para esta semana, a apreciação do recurso apresentado pelo Batasuna contra a sua ilegalização e o cancelamento de todas as formações políticas associadas àquele partido.
O apelo da sentença, proferida pelo Supremo Tribunal, baseia-se na infracção, por parte das autoridades espanholas, de diversos artigos da Constituição espanhola e da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais, que garantem a qualquer cidadão a liberdade de associação política.