Adeus Miklos Fehér

Faleceu, no domingo, aos 24 anos, o futebolista do Sport Lisboa e Benfica (SLB) e da Selecção Nacional da Hungria, Miklos Fehér.
O desaparecimento do jovem atleta ocorreu no decurso da partida entre o Vitória de Guimarães e o SLB, quando já se jogavam os últimos minutos dos descontos.
Segundo os médicos dos dois clubes, que assistiram o jogador ainda no terreno de jogo, Miklos Fehér terá sofrido uma paragem cardíaca que o deixou imediatamente sem reacção, não havendo ainda, até ao fecho da nossa redacção, nenhuma causa apurada para explicar o acidente cardiovascular.
O Secretariado do Comité Central do PCP expressou, via telegrama enviado à direcção do SLB, «pesar pelo falecimento de Miklos Fehér» pedindo que se «transmita à sua família e ao clube sentidas condolências». O Secretário-Geral do Partido, Carlos Carvalhas, também se associou ao pesar, tendo enviado um telegrama de condolências à família e clube do jogador.


Agressão doméstica absolvida

Um magistrado do Tribunal de Barcelona, em Espanha, absolveu um indivíduo acusado do crime de violência doméstica contra a sua esposa por, como inscreveu na sentença, «o aspecto físico que apresentou a vítima durante os três dias de julgamento, sempre com roupa diferente e vestida à moda, com anéis e pulseiras, brincos pedententes e óculos grandes, demonstra uma capacidade para adaptar-se ao meio exterior, o que não coincide com a de uma mulher submetida a agressões».
A decisão do juiz foi tomada apesar ter ficado provado que Ali Yilali violentou fisicamente a sua esposa em 2001, a qual deu entrada numa unidade hospitalar com diversos hematomas e ossos quebrados.
Nem o facto da vítima ter explicado que se casou por contingência familiar, uma vez que os pais a venderam a Ali com apenas 17 anos, e que depois de ter chegado a Espanha, para se juntar ao marido, este lhe retirou todos os documentos e a proibiu de sair de casa, demoveu o juiz da absolvição do arguido.


OMS dá alerta

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou, quinta-feira, para o perigo de contágio do surto de gripe das aves a seres humanos, que já motivou o abate de centenas de milhar de animais infectados com a doença em diversos países asiáticos.
A chamada de atenção surge na sequência da confirmação, por parte das autoridades sanitárias, de que pelo menos cinco pessoas terão sido vitimadas por um vírus mutante que se suspeita ser um derivado da doença que tem dizimado a população galinácea.
Caso se confirme a transmissão a seres humanos, a OMS fez saber que as consequências podem ser ainda mais graves para a população mundial que as do vírus da pneumonia atípica, uma vez que, esclarecem os cientistas, o organismo humano é muito menos resistente a este tipo de vírus.
Para além disso, existe o sério perigo de o vírus sofrer nova mutação e passar a ser transmitido entre seres humanos, como acontece com o vulgar vírus da gripe, aumentando não só a probabilidade de alastramento da infecção como o risco de se tornar num surto difundido por todo o planeta.


Violência no EPL

A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais instaurou um inquérito a alegadas práticas de violência física, praticadas por guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) contra os reclusos.
A investigação foi motivada pela denúncia pública, a semana passada, feita pela mãe de um dos supostos agredidos.
Segundo o relato, o detido terá sido obrigado a entrar no interior de uma das celas, a «cela 80» ou «sala de espera», como supostamente é conhecida, onde cerca de uma quinzena de guardas o espancaram.
O prisioneiro foi resgatado do interior por um guarda prisional, tendo posteriormente seguido para uma outra cela, onde foi deixado sem assistência médica, apesar dos inúmeros hematomas e escoriações na face, costas e costelas.
O principal arguido deste crime é um guarda estagiário, estando ainda indiciados por ocultação do caso outros quatro profissionais. A ser dada como provada a acusação, todos arriscam cumprir penas entre os três e os doze anos de prisão, por espancamento no interior de um estabelecimento prisional, situação que, segundo relatórios de organizações internacionais, ocorre em Portugal com uma frequência preocupante.


Autarcas atrás das grades

O Tribunal Constitucional indeferiu, esta semana, os três pedidos de aclaração interpostos pela defesa do ex-presidente da Câmara Municipal da Guarda, Abílio Curto, confirmando a decisão dos tribunais de primeira instância que haviam condenado o ex-autarca a cinco anos de prisão pelo crime de corrupção passiva.
Deste modo, Abílio Curto terá que se apresentar às autoridades para cumprir parte da pena que lhe foi aplicada, cerca de dois anos, uma vez que foi abrangido por indultos e amnistias entretanto requeridas.
O caso remonta a 1998, altura em que foi dado como provado que o edil recebeu dinheiro de indivíduos envolvidos em negócios com a Câmara. Parte do montante envolvido terá sido depositado em diversas contas bancárias tituladas pelo próprio ou pela família, facto apurado após a conciliação com os rendimentos declarados pelo próprio.
Idêntica situação vive o ex-presidente da Câmara de Vila Verde, condenado por abuso de poder, peculato e falsificação de documento. No entanto, em relação a este caso, aguarda-se ainda a decisão do Supremo Tribunal de Justiça em relação a um recurso interposto pela defesa.
Ambos rejeitam as acusações contra eles movidas pela justiça.


Resumo da Semana