Vírus ameaça sistemas

O mais potente vírus informático de todos os tempos já inutilizou mais de um milhão de computadores em todo o mundo e ameaça não dar tréguas aos sistemas conectados à internet.
O MyDoom, que começou a propagar-se no passado dia 26 de Janeiro, está a revelar-se mais resistente que a sua anterior versão, uma vez que não é detectado pelos antivírus convencionais e, uma vez alojado na caixa de correio electrónico de um computador, usa o equipamento para continuar a espalhar-se através da rede.
Os principais alvos do MyDoom são os sistemas operativos da Microsoft, a gigante multinacional do sector, e a SCO, o que levou esta última a encerrar temporariamente o seu sítio na internet para evitar as mensagens infectadas.
O vírus informático não parece abrandar o ritmo e os seus autores ainda não foram identificados, havendo já uma recompensa para quem desvendar a identidade do pirata informático responsável.
O contágio efectua-se por via de e-mails, surgindo habitualmente sob forma de ficheiros que relatam mensagens falhadas ou através de ficheiros disponíveis na internet, como música, imagens, filmes ou jogos.


Europa mais velha

De acordo com um relatório da União Europeia, apresentado na quinta-feira, em Estrasburgo, a tendência para o envelhecimento demográfico e para a diminuição da população continua a acentuar-se na maioria dos países da Europa.
As estimativas reveladas apontam para uma diminuição do peso da população europeia no contexto mundial, passando a representar, em 2050, apenas 6,5 por cento do total, contrastando com os actuais 12 por cento e os cerca de 22 por cento registados há meio século atrás.
Concorrentes para o estabelecimento deste quadro são o crescimento da população em regiões do globo como a Ásia e a América Latina e a diminuição da taxa de natalidade nos países do velho continente, factores que nem o aumento da esperança média de vida nem o fluxo migratório para a Europa são capazes de equilibrar.


Vítimas peregrinas

A habitual peregrinação à cidade saudita de Meca, ritual religioso que todos os fiéis islâmicos devem cumprir pelo menos uma vez na vida desde que tenham saúde e condições económicas para o efeito, ficou este ano marcado pela morte de 244 pessoas.
A tragédia aconteceu, domingo, quando milhares de pessoas se amontoaram numa das pontes de acesso à estrutura religiosa, tendo as vítimas sido esmagadas pela multidão.
Segundo as autoridades da Arábia Saudita, a catástrofe ficou a dever-se à entrada de milhares de indivíduos não recenseados no acesso, mas a logística disponibilizada para o evento não fica isenta da suspeita de falta de meios para responder a situações de pânico.
As previsões indicam que durante os dez dias de festa religiosa passem pela cidade de Meca cerca de dois milhões de fiéis provenientes de todo o mundo que, para além de cumprirem o ritual do apedrejamento das três colunas monolíticas que simbolizam o mal, devem ainda dar sete voltas à Kaaba, a pedra sagrada, e rezar no templo.


Cinemateca relembra Carlos Paredes

No âmbito do projecto «Movimentos Perpétuos», que visa dar a conhecer a obra do maior intérprete da guitarra portuguesa, teve início na segunda-feira, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, o ciclo «Cinema para Carlos Paredes».
A iniciativa estará patente até ao próximo dia 13 de Fevereiro e visa igualmente recolher fundos para digitalizar todas as composições do autor, possibilitando não só a melhoria das condições de conservação das mesmas, como também a sua mais fácil reprodução e divulgação.
O filme «Verdes Anos», de 1963, e para o qual Carlos Paredes compôs uma melodia com o mesmo nome, marcará a abertura do evento, estando prevista ainda a projecção de diversos documentários e curtas-metragens dedicadas ao músico.
Recorde-se que o projecto teve início em 16 de Fevereiro do ano passado, data que assinalou o 78.º aniversário de Carlos Paredes. Desde então têm-se sucedido as acções de comemoração e difusão do trabalho do artista.


Polícias exigem condições

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Alberto Torres, revelou, em conferência de imprensa, na sexta-feira, que aquela estrutura sindical está a equacionar a realização de uma manifestação nacional no decurso do Euro2004.
Segundo afirmou o dirigente sindical, os contornos do protesto só serão definidos na próxima assembleia da ASPP, em Março, mas a hipótese da contestação se fazer sentir durante o Campeonato da Europa de Futebol é tanto mais credível quanto necessária em face das graves carências que afectam o sector.
As reivindicações são antigas mas nem por isso têm sido atendidas pelos vários executivos governamentais. Para além do melhoramento das condições salariais e de progressão na carreira, os agentes exigem investimentos nas infra-estruturas, em formação específica e em recursos materiais e humanos.
Caso contrário, declarou Alberto Torres, os milhares de polícias nos jogos de futebol, prometidos recentemente pelo secretário de Estado da Administração Interna, não serão uma realidade, além de não estarem ainda garantidas as condições desejáveis de segurança para um evento de tamanha envergadura.


Resumo da Semana