Trabalho Científico e Capital em Conflito (*)
Na cimeira de Lisboa de Março de 2000, a UE anunciou uma estratégia que, baseada no conhecimento, tornaria a UE na mais competitiva e dinâmica economia do mundo até ao ano 2010. Dir-se-ia que se encenava uma competição transatlântica, mas não era assim. O que de facto se propunha era a agenda das corporações transnacionais para uma nova, mas já velha, ordem mundial. A Ciência e a Tecnologia e a qualificação avançada da força de trabalho eram chamadas a sustentar essa estratégia. O que todavia não era em nome nem do bem comum dos trabalhadores europeus nem das nações do mundo. Era tão só mais um e ousado passo em frente no cumprimento dos objectivos da agenda do capital transnacional

O III Encontro em Havana
Mobilizar a América contra a ALCA é uma exigência da história
O III Encontro Hemisférico de luta contra a ALCA iluminou bem a explosiva contradição existente entre a vontade dos povos da América decididos a opor-se ao projecto de dominação imperial e a atitude submissa da quase totalidade dos governos a Sul do rio Bravo perante a decisão de Washington de o impor a partir do próximo ano. Reunidos em Havana, 1230 representantes de organizações sociais e políticas de 35 países expressaram o sentir e a combatividade das forças democráticas e progressistas do Continente numa Declaração final e num Plano de Acção que anunciam grandes lutas.

Ilegalidades dão milhões aos patrões e ao Estado
As inspecções automóveis e a insegurança nas estradas
A condição primeira para a conferência de imprensa do passado dia 24, na sede da Festru, foi a imposição do anonimato, uma vez que a represália patronal ao dar a cara, seria o despedimento. Os inspectores de veículos exigem o direito à contratação colectiva para regular uma situação que põe em perigo a segurança rodoviária.

Manuel Tiago - as memórias da resistência e as lutas do futuro
<em>Sala 3</em> e <em>Os Corrécios</em>
A polémica ideológica e estética que opôs aqueles que defendiam uma literatura que expressasse o vivo pulsar de uma sociedade e a sua passagem para um devir mais progressivo e justo, a quantos pugnavam por uma literatura subjectivista e alheada do real quotidiano (para usar um título feliz de José Gomes Ferreira), não se esbateu com o final do século XX e, bem pelo contrário, se torna ainda hoje, sobretudo perante o panorama a derruir de um território assaltado pelos mais abjectos produtos ditos literários, mais premente e da ordem da urgente reflexão.