Eleições no Irão
Segundo a lista oficial divulgada esta semana pelo Conselho de Guardiães da Constituição, 5627 candidatos foram admitidos às eleições legislativas de 20 de Fevereiro no Irão.
O Conselho rejeitou mais de 2300 candidatos, incluindo 80 dos actuais deputados, que se propunham disputar os 290 lugares no parlamento. De fora do escrutínio ficam sobretudo pessoas conotadas com a Frente de Participação do Irão Islâmico, que agora detém a maioria no parlamento, bem como membros da oposição liberal.
Reagindo ao que considera um «golpe de Estado» por parte dos conservadores, a Frente de Participação, dirigida por Mohammad Reza Khatami, irmão do presidente iraniano, decidiu boicotar as eleições. Já o partido do presidente Khatami, a Associação de Religiosos Combatentes, apesar de discordar da atitude do Conselho de Guardiães, pediu aos eleitores que votem de forma a evitar um «golpe de Estado militar» que visaria «criar um parlamento fantoche e uniforme».
A campanha eleitoral, que terá a duração de uma semana, começará hoje, quinta-feira.
Entretanto, esta semana, aproveitando uma visita do herdeiro britânico a Teerão, fez a apologia da democracia e defendeu a realização de eleições e uma rápida transferência de poder no Iraque.
De acordo com a agência Irna, citada pela Lusa, durante o encontro com o príncipe Carlos, Khatami apelou ainda ao «diálogo das civilizações».


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