«Cunhas» na colocação de professores

O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) pediu, sexta-feira, ao procurador-Geral da República que investigue eventuais abusos de poder da Administração Educativa que terão originado «cunhas» na colocação de docentes, e denunciou seis novos casos.
«Com os seis novos casos que nos foram apresentados através da Linha Verde pela Transparência, que criámos há um mês, são 20 as situações de alegados favorecimentos na colocação de professores detectadas», disse aos jornalistas o coordenador do SPRC, Mário Nogueira.
As situações denunciadas, afirmou o sindicalista, envolvem decisões de direcções regionais de educação (a maioria na região Centro), da Direcção-Geral da Administração Educativa ou, em outros casos ainda, do secretário de Estado da Administração Educativa.
Questionado sobre a queixa-crime que recentemente o SPRC apresentou contra o actual ministro da Educação, na sequência dos casos denunciados, Mário Nogueira disse que o Sindicato foi informado pelo Ministério Público de que o processo transitou para Lisboa, área da residência do governante.


Mais aumentos

As viagens na Carris e no Metro estão mais caras com a entrada em vigor das tarifas e cartões comuns às duas empresas, como o «Lisboa Viva» e o «Sete Colinas». A maioria dos preços subiu, sendo o aumento médio de 3,9 por cento.
Os títulos que passam a vigorar simultaneamente nas duas operadoras são: os bilhetes simples (urbano ou rede) e os bilhetes de um ou cinco dias. O novo suporte para bilhetes «Sete Colinas» vai ser vendido durante este mês a 40 cêntimos, subindo depois para 50 cêntimos.
A tarifa dos bilhetes de metro para 2004 é a seguinte: o bilhete simples de uma zona mantém o preço de 65 cêntimos, o bilhete de dez unidades custa seis euros e o bilhete de ida e volta custa 1,2 euros.
Já o bilhete simples de duas zonas - que só entrará em vigor quando estiver a funcionar o prolongamento da linha de Odivelas - vai custar um euro e o bilhete de dez unidades custará nove euros.


Um «marco» no futebol

O presidente da Câmara Municipal de Marco de Canavezes invadiu, este fim-de-semana, o campo onde se desenrolava o jogo Marco-Santa Clara, em protesto contra a arbitragem e, segundo ele, um penalty não assinalado.
Para já, Avelino Ferreira Torres será alvo de um processo contra-ordenacional. O relatório da GNR, descrevendo o que se passou, foi já entregue ao presidente do Conselho Nacional contra a Violência no Desporto.
Para além da invasão, o autarca foi visto a pontapear placardes do estádio, irado, a prometer o que parecem ser sovas sucessivas. Atrás dele, sempre dois agentes da GNR, que tentavam que Ferreira Torres não tocasse em nada e que ninguém tocasse nele.
Ontem, o Tribunal de Marco de Canavezes começou a julgar o presidente da Câmara por crimes de abuso de poder e peculato (desvios ou má administração de bens públicos), num caso que remota a Outubro de 2001.
Além de Ferreira Torres, neste processo, são também arguidos Agostinho José Vinha, ex-acessor de imprensa, e Mário Vasconcelos Nogueira, que era encarregado de obras da autarquia PSD.


Relatório difamatório

Pyongyang criticou domingo um relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre violações dos Direitos Humanos na Coreia do Norte, acusando os EUA de terem um comportamento «revoltante» ao intitularem-se «juiz mundial» nessa matéria.
O relatório, divulgado na passada semana, acusa a Coreia do Norte de ser «um dos regimes mais desumanos do mundo». «O departamento de Estado norte-americano, deu largas, mais uma vez, a detestáveis difamações contra a República Popular e Democrática da Coreia», acusou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, citado pela agência oficial KCNA.
Esta reacção surge horas depois de terminada, em Pequim, uma segunda ronda de negociações a seis, sobre o programa nuclear da Coreia do Norte. Pyongyang acusou ainda os Estados Unidos de terem conscientemente divulgado o relatório no dia da abertura das negociações, com o intuito de desacreditar a Coreia do Norte.


Tragédia em Marrocos

As autoridades marroquinas deram por terminadas, na passada quinta-feira, as operações de busca e salvamento de sobreviventes do sismo em Al Hoceïma. O incidente provocou 571 mortos e 400 feridos. As equipas europeias de resgate receberam ordens para pararem as buscas e começarem a prestar ajuda humanitária, nomeadamente na distribuição de alimentos, cobertores e tendas aos cerca de 30 mil desalojados.
Entretanto, quinta-feira, a terra voltou a tremer em Marrocos. Na altura em que foi registada a réplica do sismo, uma manifestação de centenas de estudantes circulava pelas ruas da cidade. «O governo é um ladrão, é como uma serpente», «O governo só ouve os ricos» e «Não sabemos onde pára a ajuda internacional», foram algumas das palavras proferidas pelos manifestantes que exigem maior rapidez na distribuição dos alimentos.


Resumo da Semana