Coimbra
Contra factos não há argumentos
O Estado português investe apenas 1,1 por cento do Produto Interno Bruto na educação, enquanto a média da OCDE é de 5,9 por cento. Esta é uma das informações contidas nos panfletos informativos que a Associação Académica de Coimbra (AAC) está a distribuir junto dos estudantes desde a semana passada. Esta iniciativa marca o início de um novo ciclo de protestos de Coimbra, que culminará com a greve nacional de dia 1 de Abril.
O documento avança com outros dados, como o facto de Portugal ter o salário médio mais baixo da União Europeia e ser o país com as propinas mais elevadas. Por outro lado, as famílias portuguesas pagam mais do que o Estado para financiar o ensino superior.
«Contra factos não há argumentos», salienta a AAC, que afirma que «com a nova lei de financiamento do Governo fica mais barato estudar numa instituição privada do que numa instituição pública». «Para o Estado português o ensino de qualidade não é uma prioridade», conclui.
Na passada semana, a academia montou o «Labirinto da Educação» na escadaria monumental da universidade: uma estrutura com três paredes de tela plástica negra e uma porta estreita. No interior, foram colocadas informações sobre o ensino superior em Portugal e noutros países europeus, bem como dados específicos sobre a Universidade de Coimbra.


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