Benfica vence Taça

Oito anos depois da conquista do último trofeu, precisamente a Taça de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica voltou a vencer uma competição.
A 24.ª Taça do palmarés do Benfica, que este ano completou um século de existência, foi conquistada domingo, no Estádio Nacional, em Oeiras, frente ao FC do Porto.
Os azuis marcaram primeiro por intermédio de Derlei, ainda na primeira parte, tendo o Benfica chegado à vitória após dar a volta ao marcador com golos de Fyssas, no início da etapa complementar, e Simão Sabrosa, já no período de prolongamento.
O capitão dos encarnados foi considerado a figura do jogo, cabendo-lhe posteriormente a honra de erguer a Taça de Portugal na histórica tribuna do Jamor.
Apesar da direcção do Benfica ter cancelado os festejos oficiais devido à morte, no dia anterior, do capitão da equipa de juniores do clube, Bruno Baião, milhares de adeptos invadiram as ruas de todo o país para festejar.
Em Lisboa, o autocarro que transportou os jogadores de regresso ao Estádio da Luz teve sérias dificuldades para percorrer a distância entre o Rossio e a Av. da República, com milhares de benfiquistas a saudarem os elementos da equipa.
No Porto, Aveiro, Coimbra, Braga, Setúbal e outras cidades a festa também durou até às tantas.


Palestinos denunciam crimes

De acordo com informações reveladas, segunda-feira, pelo ministério da Saúde da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), desde o início do mês de Maio, já morreram na Faixa de Gaza, 55 pessoas vítimas dos ataques do exército israelita.
O balanço indica que do total das vítimas, 32 foram baleadas na cabeça ou no peito e 15 são menores de idade, entre os quais uma criança de seis anos. Com estes números as autoridades pretenderam demonstrar que não se trata de mortes devido a «danos colaterais» dos combates, mas sim assassinatos selectivos de activistas ligados à resistência palestiniana.
Entretanto os militares israelitas prosseguem a campanha de ocupação, destruição e provocação no território, consubstanciando as ameaças proferidas por Ariel Sharon, chefe do governo de Israel.
No domingo, foram mortos outros dois palestinianos nas cidades de Hebron e Ramala, na Cisjordânia. Horas antes, veículos de combate do exército israelita apoiados por helicópteros entraram em Ramala impondo o recolher obrigatório e fazendo dezenas de detenções, cenário que se repetiu no campo de refugiados de Rafah, bombardeado com mísseis, e na cidade de Nablus.
Paralelamente mantém-se a política de demolições de casas de civis e edifícios da ANP ou organizações políticas palestinas. Os escritórios da Al-Fatah e da Frente Democrática de Libertação da Palestina, em Gaza, foram totalmente destruídos por cinco mísseis, não havendo no entanto vítimas a registar.


EUA tentam censurar Moore

A Miramax anunciou, quarta-feira da semana passada, através do seu porta-voz, que chegou a acordo com a Walt Disney Company, detentora da produtora independente, para libertar a distribuição e visionamento do novo filme do cineasta norte-americano Michael Moore, intitulado «Fahrenheit 9/11».
Recentemente a Disney vetou o filme de Moore que, sem o acordo da companhia, não seria exibido nos EUA nem incluído no catálogo de distribuição em vídeo e DVD, a cargo da Buena Vista Home Video, a maior empresa daquele segmento de mercado.
«Fahrenheit 9/11» é um documentário que analisa a forma como os norte-americanos viveram o ataque às torres gémeas e denuncia as ligações entre as famílias Bush e Ben Laden, entre outros agregados sauditas suspeitos de financiarem movimentos fundamentalistas islâmicos.
A película tece ainda fortes críticas ao presidente George W. Bush e revela o auxílio prestado pela administração americana, após o 11 de Setembro de 2001, à família Ben Laden em fuga dos EUA, para além de ouvir testemunhos no mínimo incómodos de alguns soldados presentes no Iraque.
Em causa, para a Disney, estavam os subsídios e benesses concedidas pelo governador da Flórida, Jeb Bush, irmão do presidente, ao parque temático e a outros empreendimentos que a empresa detém naquele estado americano, estando ainda por apurar a reacção de Jeb à solução encontrada pela Disney.


Explosão mata chefe do governo provisório

Ezzedine Salim, nomeado pelos norte-americanos chefe do conselho do governo provisório do Iraque, morreu, segunda-feira, na sequência da explosão de um veículo armadilhado perto do quartel-general da coligação, em Bagdad.
O rebentamento do engenho vitimou ainda outros dez iraquianos que se encontravam no local, a chamada «zona verde» onde se concentram os serviços das forças ocupantes e dos seus coadjuvantes na invasão do país.
De acordo com informações oficiais, transmitidas pelo general Mark Kimmit, o ataque foi perpetrado por um bombista suicida, não tendo no entanto sido avançado pelos militares nenhum nome ou organização por trás da acção, habitualmente atribuídas ao líder religioso xiita Al-Sadr.
Salim é o segundo membro do conselho do governo provisório do Iraque a ser morto depois do início das acções da resistência iraquiana, após o falecimento de Aquila Al-Hasimi, baleada em setembro passado.


Resumo da Semana