Breves
Metalúrgicos vencem batalha
O Tribunal do Trabalho do Estado do Paraná, no Brasil, decidiu, sexta-feira da semana passada, dar razão à queixa apresentada pelos trabalhadores da fábrica da Wolkswagen-Audi contra a entidade patronal.
Cinco dias depois do início de uma nova paralisação, os metalúrgicos concentraram-se junto ao tribunal para ouvir a sentença, a qual determinou a redução do horário de trabalho, o pagamento dos dias de greve e da percentagem acordada na participação dos lucros, tal como exigiam os operários.
Recorde-se que os cerca de 2500 trabalhadores daquela unidade fabril protestavam contra o incumprimento por parte da empresa das regalias previamente acordadas. Desta forma as suas reivindicações foram atendidas e o sindicato desconvocou a manutenção da greve.

Camponeses ocupam terra
Respondendo positivamente à semana de paralisação convocada pela Central dos Trabalhadores Bolivianos (COB), centenas de camponeses ocuparam duas propriedades rurais, quarta-feira da semana passada, no sul do país, em protesto contra a não aplicação do decreto que obriga o governo a expropriar solos entregues de forma fraudulenta a entidades privadas.
Os camponeses exigem que o Estado proceda à distribuição de terra pelos agricultores necessitados e ameaçam continuar a vaga de ocupações caso o executivo não ceda às suas reivindicações.
Paralelamente, diversos sectores de actividade convocaram greves contra a política de Carlos Mesa. Professores e auxiliares, médicos, enfermeiros e mineiros já pararam em alguns pontos do país, sendo de esperar a adesão maciça da maioria dos trabalhadores bolivianos à greve convocada pela COB, que promete a radicalização da luta.

Confrontos violentos na Nigéria
A Human Rights Watch (HRW) acusou, segunda-feira, as autoridades policiais nigerianas de terem abusado da força na cidade de Kano resultando na morte de dezenas de pessoas.
Aquela cidade do centro da Nigéria viu-se envolvida, na semana passada, em violentos confrontos entre as comunidades muçulmana e cristã nos quais terão morrido pelo menos 600 pessoas.
Segundo a HRW, este tipo de incidentes sucedem-se no país e os responsáveis nunca são levados à justiça, facto que se torna ainda mais grave quando são as próprias autoridades que disparam gratuitamente contra uma multidão, como denunciou um dos relatos recolhidos pela organização.