Breves
CASTRO VERDE
Votar CDU
Só o reforço da CDU pode travar a política de direita. Esta é a convicção da Comissão Concelhia de Castro Verde do PCP, que alerta aos habitantes do concelho para que não se deixem iludir com as falsas promessas dos outros partidos. Para os comunistas, a população de Castro Verde está a sofrer as consequências das medidas restritivas impostas por este Governo, que «na maior parte dos casos estão na continuidade das intenções dos anteriores governos do PS». Os salários e as reformas degradam-se, o desemprego e o custo de vida aumentam, denunciam os comunistas, que lembram que o Alentejo continua a perder população e que nada se faz para inverter essa tendência. Pelo contrário, privatiza-se a Somincor, cuja «gestão gananciosa poderá levar ao encurtar da vida útil da mina. Este caso, afirma a comissão concelhia, é um dos exemplos em que o actual Governo «cumpriu a política de privatizações iniciada pelo PS». Apesar disso, os dirigentes locais do PS, que antes defendiam a privatização – contra a opinião do PCP e dos sindicatos – afirmam-se agora contra a venda da empresa. É por estas e outras razões que os comunistas de Castro Verde defendem o voto na CDU como única forma de derrotar a direita.

AGUALVA-CACÉM
Polis é para servir a população
O PCP lamenta o atraso profundo do começo das obras do Polis do Cacém. Mas a Comissão Concelhia de Sintra do PCP recorda que o começo das obras não é suficiente, já que é preciso construir as circulares Nascente e Poente ao Cacém e que avancem as obras da nova estação ferroviária e da quadriplicação da linha férrea. E rapidamente. Os comunistas exigem também que o estacionamento no Cacém não seja estrangulado para favorecer interesses privados de empresas de estacionamento automóvel. O PCP sempre defendeu a requalificação urbanística de Agualva-Cacém, mas opôs-se desde o início a concepções tendentes a aumentar a zona de construção imobiliária. As críticas e sugestões feitas pelo PCP ao projecto inicial foram tidas em conta na elaboração do Plano de Pormenor do Polis do Cacém, «que é de uma incomensurável melhor qualidade urbanística do que o PDM de Sintra» aprovado no mandato anterior pelo PS e pelo PSD, destacam os comunistas.

AMADORA
Protesto no Metro
Os protestos da inauguração da chegada do Metro à Amadora ficaram marcados por protestos, que levaram à fuga do ministro dos Transportes. Várias dezenas de pessoas aproveitaram a ocasião para prestar solidariedade aos trabalhadores da Sorefame (que também marcaram presença no protesto), que construíram as composições que circularão nesta linha do metropolitano. A inauguração serviu também para a população da Amadora lutar contra as tarifas de Metro impostas à Amadora. Estas serão 53,8 por cento mais caras para as estações de Alfornelos e Falagueira do que para o resto da rede. Também o projecto da CRIL estava na origem dos protestos. Entre os promotores do protesto encontrava-se o PCP, que considera serem estas razões para estar presente na inauguração do Metro.