As despesas correntes descontrolaram-se completamente
Promessas por cumprir
Despesismo instala-se no Barreiro
A CDU acusa a Câmara Municipal do Barreiro (PS) de não assumir os seus compromissos eleitorais, perante a população, e de se ter endividado perigosamente.
O PS, na Assembleia Municipal do Barreiro, contando com a viabilização do PSD, aprovou no início do mês o relatório de gestão e contas apresentadas pela autarquia.
Entretanto, os documentos apresentados, segundo os eleitos do PCP, em nota dirigida ao Avante!, são substancialmente diferentes das que o PS e o PSD aprovaram um ano antes, isto é, durante o ano as alterações orçamentais que a autarquia fez, foram, nalguns casos, verdadeiras revisões orçamentais.
«Fazer um balanço de um orçamento que a Câmara Municipal modificou, ao longo do ano, sem conhecimento da Assembleia Municipal é já por si um logro à democracia, mas, mesmo assim, fica em evidência uma capacidade de execução fraquíssima», constatam os comunistas, fazendo uma análise pormenorizada e preocupante das contas da autarquia, agora, do PS.
«O despesismo instalou-se, as despesas correntes descontrolaram-se completamente, ultrapassando em muito as receitas da autarquia e o Presidente, incapaz de controlar os gastos, atrasou os pagamentos dando uma imagem pouco digna do município», denunciam os comunistas, dando como exemplo a divida dos fornecedores que é, nada mais, nada menos que de 3 900 mil euros.
Mas os problemas desta autarquia não ficam por aqui. Segundo os eleitos do PCP, em apenas dois anos, a Câmara Municipal do Barreiro endividou-se em 11 milhões de euros, dos quais oito milhões já foram gastos.
«Ora este valor não corresponde, nem de perto, nem de longe, a obras feitas o que quer dizer que a autarquia se endividou para fazer despesas correntes que não tem a ver com investimentos que vise a melhoria da qualidade de vida das populações. São antes oito milhões, na sua maioria para consumo e para propaganda da própria Câmara e do PS», desmascaram.
Segundo os comunistas,«a manter-se esta situação de despesismo descontrolado, como já denunciamos no Orçamento de 2004, a Câmara do Barreiro, a curto prazo, ficará impossibilitada de dar resposta à satisfação das necessidades populares».


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