Editorial

«CDU: o apelo à inteligência e à sensibilidade dos eleitores e eleitoras»

VOTAR CDU

A poucos dias das eleições – e sendo esta a última edição do Avante! antes do acto eleitoral de 13 de Junho - justifica-se procedermos a um balanço, mesmo que necessariamente incompleto e superficial, do que foi a campanha eleitoral.
Em primeiro lugar, importa sublinhar o empenhamento e a dedicação dos milhares de militantes comunistas e de outros activistas da CDU que têm vindo a participar na intensa e ampla batalha de esclarecimento que estamos a levar a cabo por todo o País. Trata-se de uma participação decisiva e determinante, traduzida num vasto conjunto de iniciativas que tocaram directamente muitos milhares de eleitores e eleitoras e levaram longe a nossa mensagem: acções de rua e de porta-a-porta; debates e sessões de esclarecimento; distribuição de materiais de propaganda nas caixas do correio e mão-a-mão; colocação de pendões e cartazes; contactos com trabalhadores nas empresas e com as populações nos locais de residência e nos mercados; contactos com jovens, com mulheres, com micro, pequenos e médios empresários e agricultores, com reformados – enfim, um esforço grande de procura de contacto com todos os sectores e camadas vítimas da política de direita, desta política marcadamente de classe e ao serviço dos interesses dos grandes grupos económicos portugueses e europeus.

Esta intervenção militante constitui um traço distintivo dos activistas da CDU em relação aos apoiantes de todas as outras forças concorrentes às eleições para o Parlamento Europeu. Acresce que, na realidade e como sabemos, trata-se de uma intervenção que não acontece apenas em tempo de campanha eleitoral, antes se insere na luta de todos os dias nas empresas e sectores profissionais, nos locais de residência, nas escolas e nos campos, em todo o lado onde se fazem sentir os efeitos nefastos da política de direita – na luta que continuará, sejam quais forem os resultados eleitorais, no dia a seguir às eleições e nos que se lhe seguirem, e que será tanto mais forte e eficaz quanto mais expressiva for a votação na CDU no próximo domingo.
Essa singular intervenção militante é, aliás – a par de um conjunto de propostas de incontestável valia e de uma lista de eleição, composta por gente com amplas provas dadas, como Ilda Figueiredo, Sérgio Ribeiro, Odete Santos e Heloísa Apolónia (para referir apenas os quatro primeiros nomes da lista da CDU) - o principal trunfo de que dispomos nesta batalha. É ela que nos permite fazer chegar mais longe a nossa mensagem e a nossa razão, documentadas pela quantidade e pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos deputados comunistas – um trabalho que gostaríamos de ver publicamente comparado com o trabalho feito pelos deputados dos outros partidos concorrentes...

Um aspecto relevante da campanha da CDU tem a ver com a preocupação na divulgação e debate de dados concretos sobre as grandes questões em jogo nestas eleições, rejeitando o caminho do espectáculo demagógico e apostando decisivamente no apelo à inteligência e à sensibilidade dos eleitores e eleitoras. Quer isto dizer que, ao contrário do que vem a acontecer com a generalidade das restantes forças concorrentes às eleições, para as quais o vale-tudo na caça ao voto constitui a primeira e maior preocupação, no nosso caso, no caso da CDU, convoca-se essencialmente a lucidez dos que, com o seu voto, irão decidir quem representará Portugal no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos e, simultaneamente, julgarão a política de direita levada a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP. Já aqui dissemos, há uma semana, com rigor e verdade, que os que, em Portugal, se batem, todos os dias e mais do que quaisquer outros, pela defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo – o PCP e os seus aliados na CDU - são os mesmos que, no Parlamento Europeu, assumem clara e inequivocamente a defesa dos interesses nacionais e da soberania do nosso País. O eleitorado português tem, assim, nas sua mãos e no seu voto no dia 13 de Junho, a possibilidade de dar mais força a quem, seguramente, lá como cá, a saberá utilizar ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

É nessa mensagem que importa continuar a insistir até ao dia das eleições. Melhor dizendo: até ao encerramento das assembleias de voto – já que, dizem-nos experiências passadas, é sempre possível, insistindo, motivar para o voto na CDU aqueles que, entre os nossos eleitores, podem não estar a ver, num dado momento, a importância decisiva do seu voto. De um voto que, neste caso concreto, conta sempre, é sempre mais um, seja no norte, no sul, no centro ou nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. De um voto que, somado a muitos outros, pode vir a revelar-se determinante não só para a consolidação da justa re-eleição de Ilda Figueiredo e de Sérgio Ribeiro, mas igualmente para a eleição de Odete Santos e para o necessário reforço da expressão eleitoral da CDU.
A cada um de nós e a nós todos, activistas da CDU, coloca-se-nos, nestes últimos dias de campanha eleitoral, a exigência de um esforço suplementar, de mais um apelo à nossa reserva militante: por um lado, participando e assim dando mais força às iniciativas da CDU – nomeadamente às acções de encerramento da campanha, entre as quais o comício de sexta feira às 20 horas, na Praça da Figueira – e, por outro lado, insistindo junto de familiares, de amigos, de camaradas, de companheiros de trabalho, de vizinhos – insistindo sempre na importância de, no dia 13, ir votar. E votar bem. Votar na defesa dos seus interesses e dos interesses da maioria: votar CDU.


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