Milhões sem tecto

Assinalou-se, no passado domingo, o Dia internacional dos Refugiados.
De acordo com estimativas divulgadas pelas Nações Unidas, existem actualmente cerca de 17 milhões de pessoas nesta condição, às quais se juntam quase 25 milhões de deslocados internos, obrigados a fugir das suas casas para escapar a guerras e conflitos dentro dos limites dos respectivos países.
Ainda de acordo com números do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entidade da qual estes dependem totalmente, no ano transato um em cada 300 habitantes do planeta encontravam-se sob protecção da organização.
O secretário-geral das ONU, Kofi Annan, intervindo sobre esta problemática, sublinhou o apelo ao que considera a «comunidade internacional» para que esta dê provas «da sua generosidade e lhes conceda apoio constante».
Entre os vários países que apresentam um quadro dramático neste âmbito, destacam-se a Colômbia, com quase um milhão de deslocados, e o Afeganistão, com 665 mil cidadãos contabilizados nesta situação.


Governo fecha escolas

Pais e alunos da Escola Básica Roque Gameiro, na Amadora, manifestaram-se, terça-feira, contra a decisão da Direcção Regional de Educação (DRE) em reduzir o número de turmas no estabelecimento e transferir alguns alunos para outra escola do concelho.
De acordo com a Associação de Pais, a DRE não está a avaliar correctamente as consequências da medida, nomeadamente o facto de a escola de acolhimento apresentar problemas de segurança, ser afastada dos locais de residência e das transferências serem efectuadas a meio do percurso escolar dos alunos, com todos os problemas que tal implica na integração dos discentes no universo escolar.
Contra o encerramento definitivo da Escola D. João de Castro, em Lisboa, estão também em luta os alunos e docentes daquela unidade de ensino, tendo já reunido mais de duas mil assinaturas para entregar ao ministro da Educação e pressioná-lo no sentido da revogação da decisão.


Portugal nos quartos de final

Após vencer, no domingo passado, a Espanha por uma bola a zero, a selecção nacional apurou-se para os quartos-de-final do Europeu de Futebol.
O golo da turma das quinas surgiu já na segunda parte, aos 57 minutos, após um forte remate do avançado Nuno Gomes, que entrara ao intervalo para render o lugar do companheiro Pauleta.
Com esta vitória sobre os vizinhos ibéricos, Portugal somou seis pontos, classificando-se em primeiro lugar no Grupo A. A Grécia foi a outra equipa apurada no grupo, com quatro pontos.
A Espanha e a Rússia – com 4 e 3 pontos, respectivamente – não garantiram a passagem à fase seguinte. Portugal joga hoje com a Inglaterra, no Estádio da Luz, no primeiro jogo dos quartos de final do Europeu.


Justiça condena Dutroux

A justiça belga condenou, terça-feira, Marc Dutroux a prisão perpétua por violação, rapto e assassinato de várias crianças e adolescentes, dando como provadas as acusações que o apontavam como principal responsável por uma rede de abuso sexual de crianças.
Juntamente com Dutroux, o Tribunal de Arlon condenou a sua esposa, Michelle Martin, a 30 anos de cadeia por cumplicidade activa nos actos praticados pelo cônjuge.
Pelos mesmos crimes, o colaborador do casal, Michel Lelièvre terá que cumprir 25 anos de privação da liberdade.
Os casos levados à barra do tribunal remontam aos anos de 1995 e 1996, quando seis crianças e adolescentes belgas foram raptadas e violadas, entre as quais An Marchal e Eefje Lambrecks, assassinadas por Dutrox, e Julie Lejeune e Melissa Russo, que acabaram por falecer na sequência dos maus tratos a que foram sujeitas.


Trabalho sem direitos

Dados divulgados, terça-feira, pela consultora MCKinsey, indicam que cerca de 30 por cento dos trabalhadores portugueses não agregados a actividades agrícolas executam a sua actividade na economia paralela.
Neste segmento informal da economia são consideradas todas as empresas que não cumprem as suas obrigações junto do Fisco, da Segurança Social ou paralelamente se assumem como incumpridoras da legislação e regulação estabelecidas para o mercado de trabalho.
Apesar de Portugal ser integrado num conjunto de países dados como «em vias de desenvolvimento», todos os países considerados naquela categoria apresentam valores relativos superiores aos nacionais, entre os quais se contam o Paquistão, as Filipinas, a Tailândia, a Índia ou a Indonésia.
A região do globo com maior percentagem - embora muitas outras apresentem um crescimento acentuado da economia paralela – é a da África Subsahariana (incluída como o nosso país na categoria do «países em vias de desenvolvimento), com sectores como a construção ou o vestuário a chegarem aos 80 por cento.
A McKinsey conclui que este quadro é extremamente compensador para empresas que optam por integrar a economia paralela.


Resumo da Semana