Armstrong faz história

O ciclista norte-americano Lance Armstrong venceu, pela sexta vez consecutiva, a mais importante prova do calendário velocipédico mundial, a Volta à França.
Com mais esta vitória no Tour, Armstrong entra para a história da modalidade superando os quatro anteriores ciclistas que haviam conseguido vencer a prova por cinco vezes, o espanhol Miguel Induraín, o belga Eddy Mrckx e os franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault.
À chegada aos Campos Elísios, em Paris, na última etapa da prova, domingo, o norte-americano deu-se ao luxo de se quedar pela 114.ª posição, deixando a vitória da 20.ª última etapa para o belga Tom Boonen.
A edição deste ano foi ainda a segunda mais rápida da história do Tour, tendo sido corrida a uma média 40,940 Km por hora.
José Azevedo, 5.º classificado, companheiro de Armstrong na US Postal, alcançou a segunda melhor classificação de sempre de um português na competição gaulesa, depois de em 1978 e 1979 o malogrado Joaquim Agostinho ter subido ao pódio para receber a medalha de bronze.


Termómetros no máximo

Desde a semana passada que os termómetros não param de subir em Portugal. De acordo com informações avançadas pelo Instituto de Meteorologia, a onda de calor que se abateu sobre o território nacional deve-se a uma frente quente proveniente dos desertos do norte de África, situação que deverá, a partir de hoje, começar a inverter-se.
Entretanto, a Direcção-Geral de Saúde(DGS) colocou os distritos de Setúbal e Santarém em situação de Alerta Laranja devido às elevadas temperaturas registadas, juntando-os aos distritos de Beja, Faro, Évora e Portalegre que já se encontravam nesta situação.
No domingo, as cidades de Faro, Vila Real de Santo António e Portimão foram as mais quentes, com os termómetros a elevarem-se acima dos 40 graus, valores pouco habituais para a região costeira do litoral algarvio.
Já no Alentejo, a vila da Amareleja bateu o recorde com 44 graus, mas o calor também se fez sentir em Elvas e Évora, com 43,3 e 42,2 graus, respectivamente.
Até ao momento não há indicações de vítimas mortais provocadas pela onda de calor, embora aos serviços hospitalares tenham chegado algumas dezenas de pessoas afectadas, na sua maioria idosos.


Com as mãos no fogo

Segundo os dados revelados por um relatório da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) da ONU, cerca de 95 por cento dos incêndios são motivados directamente pela mão humana.
O documento divulgado à imprensa indica que em 2003 arderam, só na Europa, 700 mil hectares de floresta, valor que ao nível global, para o ano de 2002, aumenta para os 350 milhões de hectares, uma área do tamanho da Índia.
Na base deste cenário catastrófico estão, de acordo com a FAO, actividades criminosas e o uso não controlado do fogo na agricultura, usado para limpeza de terrenos, para plantação ou caça.
Algumas das medidas aconselhadas por este organismo passam por uma maior e mais qualificada intervenção estatal, mas também pelo envolvimento das populações ao nível local.
A par da educação ambiental e sensibilização para a importância da conservação dos recursos naturais do planeta, a FAO considera que o envolvimento das populações na partilha dos rendimentos provenientes da floresta influenciam decisivamente a prevenção e combate às chamas.
O exemplo mais expressivo desta realidade é o de uma aldeia na China onde os incêndios não controlados não deflagram há já três décadas e meia, fruto de uma política que beneficia os habitantes com os rendimentos da silvicultura local.


Fisco tem que pagar

O Provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, determinou que a administração fiscal deverá cumprir a lei no que toca à indemnização compensatória dos contribuintes que tenham visto os respectivos processos fiscais anulados ou revisto com atraso.
O comunicado, divulgado segunda-feira, determina que os «contribuintes têm o direito a receber juros indeminizatórios, pagos automaticamente, em caso de anulação do acto tributário por iniciativa da administração tributária».
Acrescente-se ainda que sempre que vencer um período superior a um ano sem resposta por parte do Fisco, a partir da data de entrada dos pedidos de revisão dos contribuintes, as finanças têm que pagar juros aos lesados
Apesar de compreender que a aplicação de tais medidas acarretam um aumento das despesas, o Provedor considera que os milhares de contribuintes afectados têm que ser devidamente compensados pelo Estado.


Urânio afecta militares

Segundo informações postas a circular na sexta-feira da semana passada, em Roma, cerca de 19 soldados regressados da guerra do Iraque poderão estar internados numa unidade hospitalar italiana devido às consequências do uso de urânio empobrecido.
A esta notícia, avançada na edição de ontem do Diário de Notícias, junta-se uma outra do Correio da Manhã, de terça-feira, que dá conta do internamento de um militar português, desde 2003, com «fibrose pulmunar».
O senado e o parlamento italianos discutiram ontem a criação de uma comissão de inquérito para apurar o caso, iniciativa que já haviam tomado na sequência das suspeitas de iguais consequências na guerra dos Balcãs.
Recorde-se que os contingentes português e italiano estão estacionados na mesma unidade em território iraquiano, na cidade de Nassíria.


Resumo da Semana