TAP: plenário chumba reestruturação
A administração da TAP pretende criar uma empresa própria para prestar apoio às empresas integradas no grupo – aos serviços de handling, à TAP Manutenção e Engenharia e ao transporte aéreo –, espartilhando património da empresa.
No muito participado plenário geral que teve lugar dia 27, foi aprovada uma moção onde se afirma que o sistema em causa não requer a criação de uma empresa de prestação de serviços mas antes de uma reestruturação.
Está, entretanto, outra reestruturação em curso, esta unilateralmente assumida pela administração, divulgada no mesmo dia do plenário e que não foi submetida a qualquer parecer das estruturas sindicais, motivo que levou o plenário a decidir denunciar a ilegalidade ao Provedor de Justiça e ao IDICT.
Embora o presidente da TAP, Cardoso e Cunha, tenha afirmado, no passado dia 21, que com a nova empresa ia haver trabalho para todos, a CT afirmou à Lusa não estar ainda definido o programa de recolocações, prevendo-se que dos actuais 740 funcionários do sector em causa, 262 passarão a excedentários.
Para evitar despedimentos, o plenário exigiu que o projecto da nova empresa seja abandonado e que seja suspensa esta reestruturação. Pediram ainda uma audiência urgente com o novo ministro da tutela e renovaram o pedido de encontro com o presidente do Conselho de Administração.
No passado dia 5, o deputado comunista Bernardino Soares qualificou na Assembleia da República de «inaceitável», o processo de privatização do handling da TAP.


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