Adelino Salvado sai da PJ

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Adelino Salvado, pediu, segunda-feira, a sua demissão. Esta medida põe fim a dois anos de trabalho, marcados por polémicas como a saída de Maria José Morgado e o afastamento dos inspectores do caso «Apito Dourado».
Em comunicado, Adelino Salvado justifica a sua demissão queixando-se de «violentos ataques», referindo-se, nomeadamente, às recentes noticias sobre gravações roubadas a um jornalista do Correio da Manhã, nas quais há registo de conversas entre o repórter e o director da PJ sobre o caso de pedofilia da Casa Pia.
Mas esta é apenas a mais recente polémica envolvendo o agora demissionário director nacional da PJ, que teve o seu primeiro «teste» apenas três meses depois de assumir o cargo, em Maio de 2002. A 27 de Agosto de 2002, a magistrada Maria José Morgado pediu a demissão da chefia da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira, alegando «divergências técnicas e operacionais» com Adelino Salvado, e rejeitando «pressões políticas».
Outra polémica, bem mais recente, marcou o trabalho do antigo director da PJ: a operação «Apito Dourado», que em Abril deste ano revelou corrupção e tráfico de influências no futebol. A investigação levou à detenção de 16 autarcas, dirigentes desportivos e árbitros, entre os quais, o presidente da Câmara de Gondomar e da Liga de Clubes, Valentim Loureiro.


Insucesso escolar

Durante ao ano lectivo 2000/2001, mais de metade dos estudantes matriculados no 12.º reprovaram, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Educação, publicados no «site» do Gabinete de Informação e Avaliação do Sistema Educativo (GIASE).
No que respeita aos cursos gerais, a taxa de conclusão ficou-se pelos 48,4 por cento, tendo sofrido um agravamento em relação aos cursos tecnológicos, em que 58 por cento dos alunos não conseguiram terminar o ano.
Em 95 621 matriculados, mais de 50 mil não passaram de ano, 39 861 nos cursos gerais e 10 616 nos tecnológicos.
Os dados não surpreendem na medida em que é precisamente no 12.º ano que os alunos prestam provas de âmbito nacional e que estas médias são baixas, pesando 30 por cento na classificação final da disciplina.
O Algarve apresenta a situação mais preocupante, sendo que apenas 1384 (43,3 por cento) dos cerca de 3200 alunos matriculados nos cursos gerais do 12.º conseguiram aprovação.


30 pontes em risco em Portugal

Das 62 pontes consideradas em «estado de emergência» em 2001 pelo Instituto das Estradas de Portugal (IEP), 32 estão com as obras de recuperação atrasadas, denunciou, segunda-feira, a edição do Diário de Noticias. Cerca de 600 pontes estão ainda por ser inspeccionadas.
De acordo com o jornal, a principal razão reside na falta de dinheiro. Dos 117 milhões de euros anunciados pelo novo ministro das Obras Públicas, António Mexia, apenas 8,4 milhões deverão ser gastos no decurso deste ano.
Segundo o IPE, das 62 pontes analisadas, apenas 19 estão com obra concluída, tendo entretanto aberto ao público ou prevendo-se para breve a sua entrada em funcionamento. Onze delas estão em diversas fases de lançamento ou de adjudicação, de acordo com o calendário previsto pelo IEP, pelo que não foram consideradas obra «não feita» ou «atrasada» nesta análise.
Segundo o diário, muitos dos projectos de reconstrução ou beneficiação urgente, constante do balanço feito após o desastre de Entre-os-Rios, deviam ter sido lançados em 2002 e 2003. Em plano terceiro trimestre de 2004, muitas estão ainda em fase de lançamento de empreitada ou de adjudicação da mesma.


Saúde pública em perigo

Vários residentes e trabalhadores na zona de Matosinhos evidenciaram, nos últimos dias, problemas respiratórios e cefaleias, provocadas por produtos irritantes libertados para a atmosfera na sequência da explosão no oleoduto de Leixões.
Em declarações à Lusa, o delegado de saúde concelhio, Jaime Baptista, confirmou problemas «ligeiros» desse tipo em funcionários de um departamento público instalado nas imediações do local onde ocorreu o acidente.
Por outro lado, vários residentes nas imediações procuraram a urgência do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, nos dias seguintes ao da explosão, com problemas do foro respiratório.
A autoridade sanitária admitiu ainda que os hidrocarbonetos e outros compostos libertados para a atmosfera representam perigo para a saúde pública, mas esse perigo depende, como assinalou, da sua intensidade e duração.


Morreu Henri Cartier-Bresson

O fotógrafo Henri Cartier-Bresson morreu no início da passada semana, aos 95 anos.
A sua obra caracteriza-se pela captação oportuna - o «instante decisivo» - e pelo olhar humanista, que transformaram a prática do fotojornalismo.
Henri Cartier-Bresson começou a sua carreira como fotógrafo em 1931, aos vinte e dois anos, mas o seu grande amor sempre foi a pintura. Mais tarde, concluiu estudos de pintura e filosofia na Universidade de Cambridge.
A fotografia surge após ter participado numa expedição etnográfica ao México, onde começou a trabalhar como fotógrafo independente. Em 1932 faz a sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, e, em 1935, familiarizou-se com a fotografia cinematográfica, trabalhando como assistente de câmara, tendo realizado filmes documentários em Espanha.
Durante a Segunda Guerra Mundial é feito prisioneiro de guerra pelos alemães. Após a sua fuga, em 1943, aderiu ao MNPGD, um movimento de resistência francês, só voltando à fotografia em 1945, altura em que produz muitos livros ilustrados com as suas fotos.


Resumo da Semana