Trabalhadores desiludidos com a RTP
Serviço Público despreza transmontanos
O PCP denuncia mais uma lamentável etapa do processo de abandono que tem vindo a ser seguido pela RTP relativamente às populações transmontanas.
Desde a reestruturação da RTP, no início do ano, que esta empresa não delega funções aos operadores de câmara do Centro Emissor de Bragança, destacando repórteres de imagem do Porto, Lisboa e Évora para acompanhar os jornalistas à região transmontana.
Este processo já mereceu, por diversas vezes, e em diferentes instâncias, a denúncia e o alerta dos eleitos do PCP, nomeadamente com o requerimento n.º1519/IX, apresentado pelo Grupo Parlamentar na Assembleia da República, ou ainda a moção, aprovada por unanimidade, na Assembleia Municipal de Bragança, por proposta da CDU.
«O que esta prática indicia é uma opção deliberada em provocar a desmotivação, a frustração, o desalento dos profissionais - tanto mais que são já visíveis os resultados desta actuação», denunciou, na passada semana, em requerimento, Bruno Dias, deputado do PCP na Assembleia da República, dando o exemplo do «repórter de imagem da RTP que saiu da empresa, expressando a sua desmoralização por ter estado durante meses “sem fazer nada”, num ambiente de trabalho que apenas pretende “fazer com que os funcionários abandonem a empresa”».
No documento, dirigido ao Presidente da Assembleia da República, o comunista acusou ainda o Governo de ter encerrado, no dia 16 de Dezembro de 2002, a emissão regional, a partir de Bragança, do programa informativo da RTP, «sempre com a promessa de ser retomada». Hoje o que existe «é um canal, dedicado em larga medida à informação de âmbito regional, mas disponível apenas para os utilizadores da televisão por cabo - o que nada resolve a evidente necessidade de uma componente efectiva de informação regional e de proximidade num serviço público de televisão dirigido a todos os portugueses», destaca o deputado do PCP.
Neste sentido, Bruno Dias interrogou o Executivo PSD/CDS-PP «se tem ou não conhecimento da situação vivida no Centro Emissor Regional de Bragança da RTP?», «que medidas tomou e vai tomar relativamente a esta matéria?», «se vai assumir a responsabilidade política por esta reiterada prática, de desrespeito pelo direito dos trabalhadores?» e «se a situação actual e as perspectivas que se prefiguram são o resultado de um falhanço da política do Governo neste domínio, ou pelo contrário, era este o resultado que o Ministro da Presidência pretendia alcançar com as decisões tomadas ao longo dos últimos dois anos, no XV e XVI Governos constitucionais?».


 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: