Ciclone devastador

Três vítimas mortais e quatro feridos, um dos quais com gravidade, perfazem o balanço trágico da passagem por Cuba do ciclone Charley na madrugada de quinta para sexta-feira da passada semana. Segundo um responsável da Defesa Civil, as mortes ocorreram na província de Havana, havendo ainda a registar danos em pelo menos 576 casas, bem como em 48 empresas.
Os mais de 20 mil turistas que se encontravam na estância balnear de Varadero puderam passar a noite sem problemas, mas na ilha de Cayo Largo as autoridades tiveram de proceder à evacuação de cerca de mil.
Estragos fortes deixou ainda o Charley à passagem pela costa oeste da Flórida, nos EUA, onde os ventos sopraram a 230 quilómetros por hora. As autoridades do estado norte-americano instauraram o estado de urgência e pediram a mais de um milhão de pessoas que abandonassem as praias, onde se fizeram sentir igualmente os efeitos de vagas com mais de quatro metros de altura. Cerca de 700.000 pessoas ficaram sem electricidade, sendo elevado o número de casas reduzidas a escombros, embora sem notícia de vítimas.


Desemprego sobe

A taxa de desemprego subiu para 6,3 por cento no segundo
trimestre, mais 0,2 pontos percentuais que em igual período do ano passado (mais 26 716 desempregados do que em Julho de 2003). Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e foram revelados no dia 12. Os números indicam que houve um agravamento do desemprego de 0,3 por cento no mês de Julho relativamente ao mês anterior, o que significa que mais 1 412 portugueses ficaram a braços com a falta de emprego.
Actualmente, em termos globais, segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, o número de inscritos nos centros de emprego ascende a 446.091.
Mais atingidos pelo desemprego, por sectores, estão os empregados de escritório (54 603), seguindo-se os trabalhadores não qualificados do comércio e serviços (52 797), o pessoal dos serviços de protecção e segurança (43 164), os trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras (40 098), representando este conjunto 43,7 por cento do total de desempregados inscritos nos centros de emprego em Julho passado.


Prata para Sérgio Paulinho

Foi um feito surpreendente que encheu de justificada alegria muitos portugueses e em particular os amantes do ciclismo que viram a sua modalidade obter pela primeira vez uma medalha olímpica. A proeza foi protagonizada pelo jovem Sérgio Paulinho, 24 anos, que conquistou a medalha de prata na prova de ciclismo de estrada. Determinação e coragem terão estado na base do impulso que o levou, sob o forte calor de Atenas, a arriscar e não recear juntar-se ao campeão do mundo Paolo Bettini, quando este empreendeu a fuga. No final, a separá-los, o cronómetro registou apenas um segundo. O belga
Axel Merckx conquistou o bronze, concluindo a prova em terceiro lugar, a oito segundos do italiano.
Esta subida ao pódio do ciclista da formação La Pecol, histórica para o atletismo português, adquire um ainda maior destaque no contexto em que a prestação dos atletas que compõem nas diferentes modalidades a delegação portuguesa, nestes primeiros dias dos Jogos Olímpicos, não tem sido bem sucedida.


Defender o sigilo jornalístico

O Sindicato dos Jornalistas (SJ), pronunciando-se sobre o caso do desaparecimento de gravações de um jornalista do «Correio da Manhã», contendo material alusivo ao processo Casa Pia, afirma não aceitar que qualquer investigação sobre as cassetes se transforme «numa desenfreada caça às fontes confidenciais de informação», pondo em causa o sigilo profissional.
Em comunicado divulgado a 11 de Agosto, o SJ alerta que a «publicação de excertos das referidas gravações ou a identificação das pessoas, sem autorização expressa do seu autor e dos seus interlocutores, representa uma inaceitável devassa do sigilo jornalístico».
Embora admitindo que «as autoridades judiciárias se considerem obrigadas a averiguar a prática de eventuais ilícitos e procedam em conformidade com as normas processuais penais», o SJ considera que a divulgação dos materiais em causa, para além de agravar os danos às pessoas envolvidas, arrisca fazer «resvalar um grave incidente de arrombamento de sigilo profissional para um ajuste de contas, em degradante gáudio para curiosos».


Cura para a diabetes

Uma porta de esperança à cura da diabetes, que no nosso País afecta entre 400 e 500 mil portugueses, acaba de ser conhecida. Trata-se de uma nova terapêutica através de um pâncreas bioartificial cujos primeiros ensaios clínicos se prevê possam ter início já em 2007. O método, basicamente, consiste na colocação do organismo do paciente de um aparelho, cujos aspectos mecânicos estão a ser desenvolvidos, ligado ao sistema circulatório, com células que produzem a insulina à exacta medidas das necessidades do organismo, isto é, à transformação do açúcar em fonte de energia.
Esta solução, que se acredita trará um considerável aumento da qualidade de vida dos doentes, está a ser estudada por uma equipa de investigação europeia na qual se integra uma empresa de biotecnologia portuguesa, a Ecbio, sediada em Oeiras.


Resumo da Semana