Jornalistas franceses sequestrados

Dois jornalistas franceses – Christian Chesnot e Georges
Malbrunot – foram sequestrados no Iraque por um grupo que exige a revogação da lei do véu que interdita o seu uso, pelas muçulmanas, nas escolas públicas francesas. Segundo a televisão árabe independente Al-Jazira, que deu a notícia, citando fontes iraquianas, os autores do rapto, o denominado Exército Islâmico do Iraque – o mesmo que reivindicou o assassínio do jornalista italiano Enzo Baldoni – deram inicialmente ao Eliseu 48 horas para revogar aquela lei promulgada pelo Presidente Jacques Chirac, prazo que prorrogaram na segunda-feira por mais um dia.
O comité de ulemás (doutores da lei) muçulmanos, principal organização religiosa sunita, lançou, entretanto, um apelo no sentido da libertação dos dois jornalistas da «Rádio France International» e do «Le Figaro», instando simultaneamente as autoridades francesas a «rever a decisão» de proibir o uso de símbolos religiosos nas escolas públicas.


Tragédia com autocarro em França

Um autocarro de matrícula espanhola, que fazia a ligação entre Braga e Paris, transportando muitos emigrantes portugueses que regressavam das suas férias, envolveu-se num acidente com uma carrinha e dois outros veículos ligeiros, de que resultaram oito mortos e 46 feridos.
Tudo aconteceu ma madrugada de 28 para 29 de Agosto quando o autocarro, da companhia galega Galisur, na auto-estrada francesa A63, 46 quilómetros a Sul de Bordéus, não conseguiu evitar a colisão com uma carrinha, que terá perdido a carga, capotando de seguida.
Sete dos oito mortos de mais esta tragédia na estrada são portugueses (seis mulheres e um rapaz de 14 anos), sendo a outra vítima mortal de nacionalidade marroquina. Do acidente com este autocarro fretado pela empresa portuguesa Internorte resultaram ainda dezenas de feridos, na sua maioria portugueses, alguns dos quais em estado muito grave, distribuídos pelo Hospital Pelegrin, em Bordéus, e pelo hospital de Arcachon.
Cerca de 130 bombeiros, 24 ambulâncias, veículos de assistência rápida e carros de incêndio estiveram destacados no local para proceder à operação de assistência às vítimas.


Adeus Atenas até Pequim

Foi o cair do pano de uns Jogos Olímpicos que deixaram uma forte e positiva impressão no mundo inteiro. As opiniões, em todos os planos, contrariando algumas previsões e receios iniciais, convergem no elogio à organização destas Olimpíadas, que chega mesmo a ser considerada irrepreensível.
Dezassete dias depois do seu início, no domingo, dia 29 de Agosto, na festa da despedida, a luz, a música e a dança voltaram a marcar presença num espectáculo de grande beleza que acabou por ser, também, para os atletas, o anúncio de um desejo chamado Pequim.
É para aí, dentro de quatro anos, que todos os olhos estão postos, encerrando a vontade de superar novas fasquias e etapas. Para trás ficam novos máximos e recordes alcançados numas Olimpíadas que significaram, neste regresso a Atenas, um retorno às origens, onde nasceram (Grécia Antiga) e à cidade que serviu de palco aos primeiros Jogos da Era Moderna, em 1896.
A delegação olímpica portuguesa trouxe três medalhas da Grécia (prata para Sérgio Paulinho e Francis Obikwelu e bronze para Rui Silva), num desempenho global onde os motivos de satisfação e alegria não foram suficientes para suplantar a desilusão por algumas prestações nada bem sucedidas, como foi o caso do futebol.


Aviões russos caem

Dois aviões de passageiros despenharam-se, com uma diferença de minutos, em território russo, provocando a morte de 89 pessoas. A hipótese de atentado, inicialmente recusada, veio a ser confirmada pelos serviços de segurança russos, depois de os investigadores terem encontrado vestígios entre os destroços dos dois aparelhos de um potente explosivo denominado hexogénio, alegadamente já usado em acções de guerra pelos rebeldes chechenos.
«Hoje, podemos dizer com total certeza que os dois aviões se despenharam na sequência de atentados terroristas», declarou o general Andrei Fetissov, chefe da divisão de equipamento técnico e científico do FSB, citado pela agência Itar-Tass.
Os dois Tupolev russos desapareceram dos radares quase simultaneamente na noite de 24 de Agosto e despenharam-se, um, na região de Tula, o outro, perto de Rostov, fazendo 43 e 46 mortos, respectivamente.


Milhões à míngua de água

Mais de mil milhões de pessoas continuam a sobreviver sem água potável, revelam a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a UNICEF, em relatório divulgado no dia 26 de Agosto. Esta realidade assume proporções dramáticas sobretudo na África subsariana, onde apenas 42 por cento da população tem acesso a água em condições dignas desse nome, enquanto na Ásia dois terços das pessoas não têm outra alternativa que não seja beber água imprópria para consumo.
As estatísticas indicam ainda que 40 por cento da população mundial não é servida por quaisquer infra-estruturas de saneamento básico.


Resumo da Semana