16.º FMJE é já para o ano
Por um mundo melhor
Em destaque na Cidade da Juventude esteve o 16.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE), que se realiza em Agosto do ano que vem na Venezuela, com o lema «Pela paz e solidariedade, lutamos contra o imperialismo e a guerra!». Momento maior de encontro de jovens que lutam por um mundo melhor, o FMJE está já em marcha. Numa banca específica dedicada ao Festival, a JCP recolhia pré-inscrições, distribuídas com o apelo aprovado na primeira reunião preparatória do FMJE, realizada em Junho no Brasil.
Na Festa estava presente Miguel Madeira, dirigente da JCP e que assume, em nome desta, a presidência da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD). Entre um turno de pré-pagamento e um outro de direcção da Cidade da Juventude, falou ao Avante! sobre a preparação do 16.º festival.
Destacando que em Portugal está em marcha a formação do Comité Nacional Preparatório, que reunirá um conjunto variado de organizações juvenis, o presidente da FMJD considera que a perspectiva desse comité deverá ser a de enviar à capital venezuelana uma delegação ampla e o mais numerosa possível. Em seguida, lembrou que em 1997, no 14.º Festival, realizado em Cuba, «tivemos uma delegação muito representativa onde, para além da JCP, estiveram muitas outras organizações juvenis diferentes, para além de pessoas individuais. E estamos a falar de alguma coisa como 150 pessoas».
A constituição do maior número possível de comités nacionais preparatórios até à segunda reunião mundial, em Janeiro, no Vietname, é o grande objectivo do momento, conta o dirigente da JCP. E se em alguns países, esses comités estão já formados e oficializados, noutros as coisas estão mais atrasados.

O «efeito Venezuela»

Segundo conta Miguel Madeira, está a ser dada, ao nível da federação à qual preside, uma especial atenção ao Comité Nacional Preparatório venezuelano. É a este que cabe grande parte da responsabilidade pelo funcionamento do festival: Facilidades ao nível do transporte aéreo e dos vistos, das infra-estruturas, a formação de intérpretes e de guias, tudo tem de ser tratado desde já.
Miguel considera que a situação política e social que a Venezuela viveu poderá ter atrasado um pouco esta preparação, pois as atenções das organizações constituintes do comité estavam activamente voltadas para o referendo. Mas a vitória do presidente Chávez e da Revolução Bolivariana «deixa-nos obviamente esperançados com a perspectiva de termos um grande festival», realça Miguel Madeira.
Até porque, destaca, o «resultado obtido pelo presidente Chávez deu ainda um maior alento, uma maior força, um maior vigor ao próprio CNP venezuelano, mas também às organizações que, por esse mundo fora, vêem ali um exemplo de luta e de conquista».
O presidente da FMJD acredita que o conteúdo do Festival mobiliza, por si, muitos jovens em todo o mundo. Mas não nega que o «efeito Venezuela» pode constituir um motivo extra de interesse. «A situação que lá se vive é muito interessante e suscita muita curiosidade», afirma.


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