Viver o sonho, homenagear Paredes
A Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo e o coreógrafo Vasco Wellenkamp trouxeram à Festa meia-hora de homenagem através da dança de uma coreografia exímia na forma como se completou com os inconfundíveis sons da guitarra de Carlos Paredes.
No mesmo espectáculo uniram-se os sons da guitarra com a dança criada para dar forma e imagem à música.

A obra apresentada na abertura da Festa foi criada em 1982 por Wellenkamp para a Companhia Gulbenkian de Bailado sob o título «Danças para uma Guitarra», e na altura contou com a participação do próprio Paredes.
A Festa lançou o desafio a Vasco Wellenkamp e à Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, a que está actualmente ligado, para que voltasse a ser apresentado o espectáculo, e coreógrafo e bailarinos arregaçaram as mangas, ensaiaram e realizaram um memorável espectáculo que deliciou por completo a plateia.
Vestidos de branco, os bailarinos Patrícia Henriques, Rita Judas, Catarina Carvalho, Emílio Cervelló e Gustavo Oliveira entregaram-se totalmente aos sons, numa demonstração de sincronismo e contemporaneidade misturadas com figuras clássicas de ballet, oferecendo harmoniosos movimentos a solo, em dueto e colectivos.
Após ter exuberantemente celebrado a abertura do palco principal da Festa ao som da «Carvalhesa» com vivas ao PCP, o público sentou-se no manto verde frente ao palco, assim que se ouviu o primeiro acorde nas doze cordas de Paredes.
No fim da homenagem ao músico comunista, o público pôde rever nos vídeo Walls do palco os momentos de maior beleza ao pormenor.
Da mesma forma que «O sonho tem Partido», Paredes também tinha.


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