Breves
Salários crescem 4% em Espanha
Os salários em Espanha cresceram 4,3 por cento em 2004 e deverão crescer em média no próximo ano cerca de quatro por cento, segundo um estudo realizado pela Watson Wyatt.
Segundo esta empresa de consultadoria, a Espanha foi um dos países que registou maiores aumentos salariais, só ultrapassado pela Grécia, onde as remunerações subiram em média 5,7 por cento.
O estudo assinala que a utilização da retribuição como um «incentivo da produtividade», constatando um incremento significativo da percentagem da remuneração que passou a ser variável nos diferentes tipos e níveis profissionais.

País Basco ameaça com referendo
O chefe do governo basco, Ibarretxe, ameaçou solicitar ao parlamento autónomo autorização para convocar um referendo sobre o plano de reforço dos poderes autónomos, caso Madrid não se disponha a negociar o novo estatuto da região.
Com eleições previstas para Maio do próximo ano, Ibarretxe espera aprovar entretanto o seu projecto de estatuto no parlamento, contando renovar a maioria da coligação tripartida PNV-EA-IU.
Três dias depois, segunda-feira, 27, a ETA divulgou um vídeo em que rejeita o plano Ibarretxe, considera que «a experiência do autonomismo em Espanha já deu tudo o que tinha a dar» e reafirma o direito de lutar em armas pela autodeterminação do povo basco.

Defesa é alvo da liberalização
A Comissão Europeia pretende que determinados mercados públicos ligados à defesa sejam abertos ao capital privado. Este importante sector que absorve anualmente cerca de 30 mil milhões de euros dos orçamentos públicos, têm-se mantido fechado por óbvias razões de segurança nacional.
Contudo, a Comissão considera que «raramente os mercados de fonecimento de calçado ou de produtos alimentares colocam problemas em matéria de segurança nacional», afirma o comissário responsável pelo Mercado Interno, Frits Bolkestein, considerando que esse é também «o caso de uma grande parte dos equipamentos militares».

Alitalia divide-se e despede
A Alitália e os principais sindicatos da companhia área italiana chegaram a acordo, na sexta-feira, 24, sobre um nova estrutura organizativa que prevê a divisão em duas empresas, a AZ Fly, responsável pelos voos, e a AZ Service, controlada pela anterior e que assegurará os serviços em terra. O governo que actualmente controla 62 por cento do capital da companhia já anunciou que reduzirá a sua participação para 30 por cento.
As nove estruturas sindicais irão agora referendar o acordo pelos trabalhadores, tanto mais que estão previstos 3 700 despedimentos, num universo de 20 700 trabalhadores. Segundo o secretário-geral da CGIL, Guglielmo Epifani, explicou que a companhia está à beira da bancarrota e que estão lançadas as bases para o seu relançamento.
O presidente da Alitalia revelou que os resultados da companhia estão «entre os piores» do sector na Europa e que a dívida subiu de 908 milhões de euros em 2002 para 1 440 milhões em finais de 2003.

Milionário chefia governo
O socialista Ferenc Gyurcsany, de 43 anos, foi designado, na segunda-feira, 27, pelo presidente da Hungria, para formar o novo governo do país, sucedendo a Peter Medgyessy, que se demitiu em Agosto, na sequência do péssimo resultado averbado nas eleições europeias.
Antigo dirigente da juventude comunista, Gyurcsany acumulou uma importante fortuna, avaliada em 14 milhões de euros, tirando proveito da onda de privatizações e do desmantelamento do estado socialista durante os anos 90.
A sua fulgurante ascensão política teve início em 2002, ano em que se tornou conselheiro do anterior primeiro-ministro. Declarando o objectivo de aderir ao euro até 2008, o milionário já prometeu despedimentos na Administração Pública como forma de reduzir as despesas do Estado.

Londres anula dívida
O Governo britânico anunciou que assumirá os encargos da dívida dos países pobres ao Banco Mundial e ao Banco de Desenvolvimento Africano, na proporção em que é credor. A decisão foi revelada, na segunda-feira, 27, pelo ministro trabalhista Gordon Brown, durante o congresso anual do Partido Trabalhista. Estima-se que a Grã-Bretanha seja credora de cerca de 10 por cento dos empréstimos concedidos por aquelas duas instituições financeiras.