A ofensiva exige resposta firme dos trabalhadores
CGTP-IN marca para 10 de Novembro
Jornada nacional
A central prepara um dia em que se façam ouvir, por todo o País, o protesto e a revolta dos trabalhadores, referiu Carvalho da Silva no Congresso da União dos Sindicatos de Braga.
O anúncio do secretário-geral da Inter dá seguimento às decisões do Plenário Nacional de Sindicatos, que reuniu a 15 de Setembro e decidiu a realização de uma iniciativa nacional na primeira quinzena de Novembro. Entre os objectivos, figuram o combate à política do actual Governo e as lutas pela contratação colectiva e pelo aumento dos salários e pensões.
Como referiu Carvalho da Silva, na abertura do 6.º Congresso da USB, sexta-feira passada, os moldes concretos da iniciativa só devem ficar definidos esta semana. Reafirmou, no entanto, que a central pretende organizar um protesto de dimensão nacional e que represente uma espécie de grito de revolta, pois chegou a hora de «passar do descontentamento para o protesto organizado», cita a Agência Lusa. O distrito de Braga, como foi salientado no congresso, será aquele onde nos últimos dois anos se registou a maior subida no número de desempregados, mas a intervenção inicial não se cingiu aos problemas do mercado de trabalho. Carvalho da Silva abordou outros temas, como a Saúde e a Educação, para frisar que os trabalhadores têm que dar uma forte resposta.
O coordenador da USB, Adão Mendes, considerou que é imperioso concretizar uma estratégia de desenvolvimento económico e social do distrito, de modo a acabar com as persistentes situações de falências empresariais e de salários em atraso. Caracterizando a situação actual, lembrou que «cresce a riqueza, a ostentação e o exibicionismo de uns, em contraste com a pobreza de outros». Enquanto uns coleccionam carros e grandes fortunas, outros não têm sequer condições para tomar uma refeição, vincou.
O Congresso, que decorreu sob o lema «Emprego com direitos, Salários dignos, Serviços públicos de qualidade», analisou a actividade sindical realizada nos últimos quatro anos, traçou as perspectivas para o próximo quadriénio e elegeu a direcção da União. No plano reivindicativo, exige-se que na região nenhum trabalhador deve ter, em 2006, salários inferiores a 500 euros. «Aqui ao lado, na Galiza, o salário mínimo será de 600 euros, pelo que ainda ficaremos muito abaixo», comentou o coordenador da USB.


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