Breves
Eleições no Afeganistão
A comissão eleitoral afegã anunciou que vai pedir à ONU que «nomeie um grupo imparcial de peritos eleitorais internacionais» para investigar as denúncias de irregularidades cometidas durante as eleições presidenciais de 9 de Outubro.
Do total de 18 candidatos, 14 denunciaram irregularidades e boicotaram as eleições, entre os quais se conta o principal adversário do actual presidente Hamid Karzai, o ex-ministro da Educação, Yunus Qanooni.
Apesar dos protestos, todos se comprometeram a aceitar o resultado do escrutínio desde que, como disse Qanooni, «o relatório da comissão independente seja publicado antes dos resultados das eleições».

Estratégia para o Iraque
Os altos comandos militares dos EUA identificaram entre 20 a 30 cidades do Iraque que pretendem ter sob controlo das suas forças antes das eleições de Janeiro próximo, anunciou na sua edição de 8 de Outubro o jornal The New York Times, citado pela Prensa Latina.
Segundo o jornal, um plano designado por «Estratégia Nacional norte-americana» está a ser coordenado pelo Conselho Nacional de Segurança dos EUA, mas os próprios responsáveis pela iniciativa consideram que os militares enfrentam «uma tarefa extraordinariamente difícil e que o êxito está longe de poder ser garantido».
Entretanto, na passada sexta-feira, segundo os dados oficiais, o número de baixas norte-americanas no Iraque situava-se em 1067 mortos. Na véspera, o diário The Washington Post dava conta que um relatório oficial da administração Bush reconhecia que o regime de Saddam Hussein não possuía qualquer tipo de armas de destruição maciça, pelo que não constituía qualquer ameaça.
O documento, da autoria do inspector-chefe Charles Duelfer, destina-se ao Comité de Assuntos Militares do Senado.

Pena de morte
«Matar é matar. Pena de morte não» é o lema da campanha lançada pela Amnistia Internacional (AI) ao assinalar o Dia Internacional contra a Pena de Morte, que a organização classifica de «o assassinato mais premeditado» de todos.
Segundo a AI, em 2003 foram condenadas pelo menos 2756 pessoas em 63 países, das quais 1146 foram executadas. A pena de morte é aplicada em 78 países, mas 80 por cento das execuções ocorrem em apenas três: Estados Unidos, China e Irão.