25 anos do SNS
Sintra contra a fúria privatizadora
Com o intuito de alertar a população para as manobras que se preparam para entregar de vez a saúde aos interesses económicos, a Comissão Concelhia de Sintra do PCP realizou, sábado, no salão da Biblioteca dos Bombeiros Voluntários de Queluz, um debate assinalando o 25.º aniversário do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Para falar sobre o tema, estiveram presentes Durão Carvalho, engenheiro hospitalar, Pedro Frias, enfermeiro, Pilar Vicente, médica do Hospital de São José, Baptista Alves, vereador da CDU da Câmara Municipal de Sintra, Deolinda Santos, membro do Comité Central do PCP, e Jaime Mata, membro do executivo da Comissão Concelhia de Sintra do PCP e responsável pelo sector da saúde e nível concelhio.
Na iniciativa, que contou com a participação de mais de uma centena de pessoas, Pilar Vicente defendeu a qualidade do SNS em contraposição ao serviço privado, onde se admitem pessoas sem qualificação. Afirmou ainda que não existem razões para as listas de espera, que apenas beneficiam os grupos económicos, «porque as operações fáceis são encaminhadas para os hospitais privados e as difíceis para os serviços públicos».
Relativamente aos 10 hospitais SA, Durão Carvalho recordou que a intenção dos sucessivos governos é o endividamento, «quando chegarem à bancarrota vendem as acções e depois o capital vem dizer que conseguiu resolver a situação a contento dos utentes». Neste sentido, Durão Carvalho exigiu a nacionalização dos hospitais SA, «já que são feitos com o dinheiro do erário público».
No final da iniciativa, Pedro Frias informou que o Sindicato dos Enfermeiros vai fazer dois dias de greve contra a tentativa, por parte do Ministério da Saúde, de substituir os enfermeiros graduados por pessoas não qualificadas.

CDU repudia aumentos

Na última reunião da Assembleia Municipal de Sintra foram aprovadas, por maioria, com os votos contra da bancada do PSD/CDS-PP, duas moções apresentadas pela bancada CDU relativamente à intenção do Governo de indexar o preço dos transportes públicos ao custo do gasóleo e à introdução de mecanismos de diferenciação nas taxas moderadoras.
No primeiro caso, a moção apresentada considera «que esta medida, a ser concretizada, representa mais uma redução no já baixo poder de compra dos portugueses, com a consequente degradação das condições de vida dos trabalhadores e de cada vez mais amplas camadas da população».
Considera igualmente que «as medidas que o Governo vem tomando no domínio dos transportes públicos sob pressão e exigência dos grupos privados do sector dos transportes constituem novos ataques ao sistema de transportes públicos e à mobilidade e empurram mais utentes para o transporte individual com os consequentes custos ambientais e energéticos».
Neste sentido, o documento elaborado pelos eleitos comunistas, repudia «mais esta medida anti-social do Governo» e solicita uma «audiência ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, à Comissão Especifica da Assembleia da República e à Comissão Instaladora da Autoridade Metropolitana de Transportes».
Quanto à diferenciação das taxas moderadoras, o texto aprovado considera que «esta medida, recentemente anunciada pelo Governo, é puramente demagógica uma vez que na prática prejudicará os que têm maiores dificuldades económicas».


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