Bloqueio ilegal
A Assembleia Geral das Nações Unidas vai votar hoje uma resolução intitulada «Necessidades de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro importo pelos Estados Unidos da América contra Cuba». Em conferência de imprensa, realizada segunda-feira, Reinaldo Calviac, embaixador de Cuba em Portugal, explicou como o bloqueio do governo dos EUA contra Cuba viola os direitos básicos e fundamentais do povo cubano, dos cubanos residentes nos Estados Unidos e do próprio povo americano.
O povo cubano sofre, há mais de 40 anos, as consequências de um bloqueio ilegal, imposto pelos Estados Unidos da América, à revelia das disposições da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, com o objectivo submeter à sua vontade um país, livre e independente, que nunca se deixou subordinar aos intuitos da sua vizinha e poderosa potência militar e económica.
Trata-se de uma verdadeira guerra não declarada que a esmagadora maioria dos membros da ONU têm condenado, nos últimos 12 anos, em sucessivas assembleias gerais, uma vez que só dois países, Israel e um arquipélago do Pacifico, as Ilhas Marshall, têm manifestado apoio à actuação criminal dos Estados Unidos, provocando grandes dificuldades ao povo cubano.
Entretanto, apesar das condenações internacionais, o governo de George W. Bush decidiu impor, em Maio deste ano, novas e mais gravosas medidas contra o povo e economia cubanos, onde «limitou a 14 dias a estadia de cubanos residentes nos Estados Unidos nas suas visitas a Cuba», «reduziu o número de cubanos residentes nos EUA com direito a visitar Cuba, a partir de uma redução arbitrária das categorias de familiares», «diminuiu a quantidade de dinheiro que poderão gastar durante as suas visitas, de 164 para 50 dólares diários (durante os 14 dias de estadia)», «eliminou a licença que autorizava importar aos EUA um máximo de 100 dólares em mercadorias cubanas, só para uso ou consumo pessoal» e continua a «apoiar acções em países emissores de turismo a Cuba, para desencorajar as visitas dos seus nacionais à ilha».
«Estas medidas tem provocado situações verdadeiramente dramáticas e inaceitáveis para qualquer ser humano», afirmou Reinaldo Calviac, recordando, por exemplo, o caso de uma mãe, que residia na Flórida, que foi proibida de ir ao enterro da sua filha.
Neste sentido, «vamos continuar a lutar nas Nações Unidas e em diversos organismos internacionais, de todas as maneiras possíveis, para denunciar esta agressão injustificada e criminosa contra o nosso povo», concluiu o embaixador cubano.


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