Falou-se de tudo no XVII Congresso. Do mundo, do País, do Partido
XVII Congresso do PCP
Um Portugal com futuro
«Com o PCP – Democracia e Socialismo, um Portugal com futuro» foi o lema do XVII Congresso do Partido, realizado em Almada no fim-de-semana. Da tribuna falou-se dos mais variados temas da actualidade política internacional, nacional e partidária. E de muita luta.
A aprovação do Projecto de Resolução Política por uma esmagadora maioria dos delegados culminou vários meses de discussão em todo o Partido e três dias de intenso debate no XVII Congresso do PCP, realizado em Almada entre os dias 26 e 28: Num total de 1307 delegados, apenas 10 estiveram contra o documento e sete optaram pela abstenção.
Durante os três dias, muitos foram os delegados que subiram à tribuna para intervir sobre os mais variados temas. Da solidariedade com a luta dos povos que combatem o imperialismo à luta dos trabalhadores e das populações de um concelho, freguesia ou empresa. Pelos direitos laborais ou em defesa dos serviços públicos. Temas diferentes, mas todos contributos válidos e preciosos para o enriquecimento da Resolução Política saída do XVII Congresso do PCP.
Para além da Resolução Política, os delegados aprovaram – igualmente de braço no ar – quatro moções. Duas por unanimidade (sobre a luta das organizada das mulheres portuguesas e pela paz e solidariedade entre os povos) e duas por uma larguíssima maioria – caso da moção referente ao combate às leis antidemocráticas dos partidos e do seu financiamento (aprovada com uma única abstenção) e de uma outra, defendendo o «Não» no referendo à chamada «Constituição Europeia», que teve apenas duas abstenções. Moções que, também elas, espelham a diversidade dos temas abordados no órgão máximo dos comunistas portugueses. As intervenções centrais (cuja publicação iniciamos nesta edição) também reflectem esta mesma variedade e ligação à vida que caracterizam os congressos comunistas.

Emoção e revolução

Iniciado o Congresso, na sexta-feira de manhã, coube a Jorge Pires, da Comissão Política e responsável pela Organização Regional de Setúbal, saudar os delegados e convidados. O dirigente comunista agradeceu a presença de várias estruturas convidadas, nomeadamente a CGTP, bem como os partidos e associações que, com o PCP, constituem a CDU. Jorge Pires deixou ainda uma palavra de apreço para com algumas estruturas, «pelo trabalho que realizam em prol do nosso povo e do nosso País», destacando a CNA, o MDM, o MURPI e a CPPME. O membro da Comissão Política saudou também as delegações estrangeiras presentes (ver caixa).
Depois foi a vez de Maria Emília de Sousa, membro da Comissão Concelhia de Almada do Partido e presidente da Câmara Municipal, dar as boas vindas aos presentes em nome do «povo de Almada, trabalhador, resistente e lutador». Falando pelos comunistas que estão no poder local, a autarca destacou a honra que sentem – todos eles – em receber na sua terra o 17.º Congresso do «Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, do histórico, necessário, indispensável e insubstituível Partido de causas – o Partido Comunista Português.
Em seguida, dirigiu-se pessoalmente ao secretário-geral que cessaria funções no dia seguinte: «Obrigada camarada Carlos Carvalhas pelo teu exemplo de cidadão e militante comunista». A plateia aplaudiu entusiasticamente, tal como o voltou a fazer quando Carvalhas subiu à tribuna para a intervenção de abertura.
Começavam então três dias de intenso debate e afirmação de causas e valores. O Congresso terminaria em grande, com a intervenção do novo secretário-geral, Jerónimo de Sousa. Nas duas intervenções realizadas, levantou a assistência por diversas vezes.
No cantar dos hinos, muitos choraram. A luta pode ser difícil, e é, mas emociona e entusiasma.

Órgãos do Congresso

Secretariado do Congresso

Adelino Silva, Carlos Jorge Gonçalves, Elsa Pedro, José Capucho, Júlio Vintém, Manuela Bernardino, Octávio Augusto, Pedro Lago, Jorge Humberto.

Comissão de Verificação de Mandatos

António Vitória, João Pauzinho, Margarida Botelho, José Paleta, José Pedro Rodrigues.

Comissão Eleitoral

Albano Nunes, Armindo Miranda, Aurélio Santos, Jorge Pires, Luísa Araújo, Maria da Piedade Morgadinho, Paulo Raimundo, Rosa Rabiais, Sérgio Teixeira.

Comissão de Redacção da Resolução Política

Agostinho Lopes, Albano Nunes, Bernardino Soares, Carlos Carvalhas, Domingos Abrantes, Fernanda Mateus, Francisco Lopes, Jerónimo de Sousa, Jorge Cordeiro, Rui Fernandes, Vítor Dias.

Comissão de Redacção das Propostas de Alteração aos Estatutos

Carlos Carvalhas, Domingos Abrantes, Francisco Lopes, José Catalino, José Neto, Luísa Araújo, Manuela Bernardino, Rosa Rabiais.

Mesa da Presidência

Para além do secretário-geral, Carlos Carvalhas, e dos membros dos organismos executivos do Comité Central que cessou funções, a mesa foi constituída ainda pelos seguintes camaradas: Albino Silva, Aleixo Pereira Brás, Ana Balão, Antónia Torres, António João Colaço, António Figueiras Santos, Armando Branquinho Pinto, Augusto Flor, Bruno Dias, Carlos Gil Ferreira, Celina Pereira, Casaldina Robalo, Eduardo Travassos, Filomena Tavares, João Carlos Cordeiro, João Torres, José Gaspar Pereira, José Manuel Amado, Lígia Navalhinhas Faria, Lucinda Santos, Luís Leitão, Márcia Simões, Maria Emília Sousa, Maria Evangelina Pereira, Graciete Cruz, Maria José Afonseca, Maria Silvina Miranda, Paulo Valadão, Regina Marques, Rosa Maria Tavares, Rui Paz, Rui Namorado Rosa, Sérgio Ribeiro, Silvino Xufre, Venâncio Carvalho, António Albino.


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