Breves
Drogas embaratecem <br>Reino Unido
O relatório anual do organismo não governamental Independent Drug Monitoring Unit (IDMU) constata que as drogas estão cada vez mais baratas no Reino Unido. Um comprimido de ecstasy custa o mesmo que uma vulgar tablete de chocolate, enquanto uma dose de cocaína é mais barata que um copo de vinho.
O documento, divulgado na edição de 28 de Novembro do jornal The Independent, afirma que nos últimos dez anos, os preços baixaram 56 por cento para a heroína, 71 por cento para o ecstasy, 33 por cento para a cannabis e 19 por cento para a cocaína. Apenas o crack terá mantido o seu preço.
Por essa razão, indica o IDMU, o consumo de drogas duras está a alastrar entre os jovens que as procuram ao fim-de-semana como substitutos mais baratos do que as bebidas alcoólicas.

UE substitui <br>NATO na Bósnia
A Força da União Europeia (EUFOR) substituiu oficialmente a NATO na missão de «estabilização» da Bósnia, nove anos após da guerra que devastou a Jugoslávia. O acto foi assinalado numa cerimónia em Sarajevo, realizada na quinta-feira, dia 2, em que participaram o Alto Representante da UE para a Política Externa e o secretário-geral da NATO.
A EUFOR conta com sete mil homens de 33 países (22 deles da UE) e leva a cabo a terceira grande operação militar da UE, depois das conduzidas na Macedónia e na República Democrática do Congo em 2003.
No entanto, a NATO mantém um quartel-general em Sarajevo e os Estados Unidos continuarão a dispor de um contingente em Tuzla (nordeste).

PS francês dá o Sim<br>à Constituição
A maioria dos militantes do PS francês votou «Sim» no referendo interno destinado a definir a posição do partido sobre a constituição europeia. Na consulta, realizada quarta-feira, dia 1, participaram 80 por cento dos 120 militantes inscritos, 59 por cento dos quais pronunciou-se favoravelmente ao novo Tratado, contra 41 por cento de votos contra.
Desde há meses que o PS liderado por François Holande se encontrava profundamente dividido entre partidários e opositores da «constituição», estando entre os últimos o ex-primeiro-ministro e número dois do Partido, Laurent Fabius.

Patrões revelam salários
A multinacional Siemens divulgou pela primeira vez em 26 de Novembro, no seu site da Internet, os salários nominais dos 12 membros da sua direcção. O presidente do grupo, Heinrich von Pirrer, encabeça a lista com 3,54 milhões de euros auferidos até Setembro de 2004, que incluem salários e bónus. A este montante acresce uma remuneração em acções no valor de 1,077 milhões de euros.
O número dois, Klaus Kleinfeld, que assumirá a presidência da multinacional em final de Janeiro próximo, embolsou 2,679 milhões de euros em salários e bónus e mais 641 286 de euros em acções.
Em 2003, o patrão mais bem pago da Alemanha foi o do Deutsche Bank, Josef Ackermann, que recebeu um total de 11,07 milhões de euros, dos quais 7,7 milhões em só em salários e bónus.
Num país em que as empresas impõem cortes salariais e o alargamento da jornada laboral aos trabalhadores, a divulgação das remunerações dos administradores (recomendada pela lei «Kodex» elaborada em 2002 pelo governo alemão) tem escandalizado a opinião pública. O próprio chanceler Schroeder admitiu que estas «práticas estão em conformidade com o direito e a lei, mas não com a moral e a decência».
Neste contexto, a DaimlerChrysler anunciou em Julho passado que iria reduzir em dez por cento a verba reservada à direcção, quase 41 milhões de euros para 13 pessoas em 2003.

Juppé afastado da política
O ex-primeiro ministro francês Alain Juppé foi condenado na quarta-feira, dia 1, a 14 meses de prisão com pena suspensa e a um ano de inibição para o exercício de cargos públicos.
Esta decisão do tribunal de recurso revogou uma sentença muito mais dura aplicada pelo tribunal de primeira instância, que pedia 18 meses de prisão suspensa e 10 anos de interdição em cargos públicos, o que na prática significava a «morte política» de Juppé, actualmente com 59 anos de idade.
Considerado pelo presidente francês como «o melhor de nós», Juppé foi implicado num escândalo de desvio de verbas públicas para financiar o antigo RPR, fundado por Jacques Chirac, que constitui o núcleo do actual UMP que integra a coligação de direita no poder.