Breves
<em>CTT</em> em greve
Hoje e amanhã os trabalhadores dos CTT- Correios de Portugal estão em greve, em protesto contra a privatização da empresa e para reivindicar a manutenção dos postos de trabalho. Um dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações explicou na semana passada à Agência Lusa que a greve pretende chamar a atenção para a situação que se vive na empresa, nomeadamente a redução dos postos de trabalho e a alienação de património. «A viabilidade da empresa está a ser posta em causa. Queremos mais estações de correios e a distribuição diária de correspondência», afirmou Vítor Narciso, lembrando que a política de reformas antecipadas e de transferência de trabalhadores para outras empresas provocou uma significativa diminuição da distribuição. Apesar de se poder ver o carteiro passar todos os dias, «a distribuição diária é só do correio azul, porque o correio normal é entregue de dois em dois dias ou mais», acusou o dirigente sindical.

Administração local
Cerca de mil trabalhadores das autarquias concentraram-se, na manhã de 24 de Novembro, frente à Secretaria de Estado da Administração Local, em Coimbra, onde aprovaram uma resolução, na qual se denuncia o incumprimento de promessas feitas pelo Governo, exige a abertura de negociações sobre as carreiras, condena a política salarial para 2005 e reclama o fim da ofensiva destruidora dos serviços públicos – informou o STAL/CGTP-IN. No documento é exigida a concretização das medidas legislativas consensualizadas entre o sindicato, a Associação Nacional de Municípios e a Direcção-Geral das Autarquias Locais, no âmbito da Comissão Tripartida criada há mais de dois anos, por proposta do secretário de Estado cessante, Miguel Relvas. Este ocupa actualmente o cargo de secretário-geral do PSD. O secretário de Estado que o substituiu, acrescenta-se na resolução, assumiu em 10 de 10 Agosto, em reunião com o STAL, que o novo executivo seria um governo de continuidade, mas «até hoje, nada foi feito no sentido de dar resposta ao já acordado».

Professores
A «Carta Reivindicativa dos Docentes Portugueses» foi aprovada pelo Conselho Nacional da Fenprof. Reunido nos dias 24 e 25 de Novembro, em Lisboa, aquele órgão considerou «extremamente negativo» o Orçamento de Estado para 2005, que continua a penalizar as áreas sociais, não inverte a grave situação do desemprego e prevê uma taxa de inflação irrealista. A «Carta Reivindicativa» inclui, como pontos fundamentais, a estabilidade do emprego e a valorização da escola pública – refere uma nota divulgada pela federação.

<em>MecânicaSetubalense</em
Para receberem antes do Natal os créditos a que têm direito, os antigos trabalhadores da Mecânica Setubalense decidiram voltar a concentrar-se junto ao Tribunal de Setúbal no próximo dia 20. Estiveram ali a 29 de Novembro, mas não obtiveram qualquer garantia. Faltará concluir, nesta fase, a «contagem» (cálculo das despesas processuais e respectiva liquidação). A declaração de falência da empresa teve lugar em Janeiro de 1985. Ficaram sem emprego 277 trabalhadores, que aguardam o desenlace do processo judicial para que lhes sejam pagos os créditos.

Informação médica
Condições dignas para quem exerce a profissão de delegado de informação médica foram exigidas na semana passada pelo Sinorquifa/CGTP-IN. O sindicato deu uma conferência de imprensa, na sua sede, no Porto, para mostrar «a realidade de uma profissão digna, existente desde há dezenas de anos e que, para todos os efeitos, funciona como uma componente de complementaridade aos vários agentes ligados à saúde». Os profissionais, como os sindicatos do sector têm denunciado, têm visto degradar-se as suas condições de trabalho, quer pelas fortes pressões das multinacionais que dominam o mercado nacional, quer pela legislação que os governos têm imposto, quer ainda pelas normas que entram em vigor mas não são respeitadas. O Sinorquifa referiu, entre outras, a necessidade de os delegados poderem dispor de locais de trabalho adequado e laborarem durante o horário normal. Deveria ainda ser obrigatória a credenciação, através de carteira profissional.

Greve
Carioca e Gonçalves, ex-Manufacturas Olimpíco, é o nome da empresa situada no Canidelo, em V.N. de Gaia, onde os trabalhadores estão a efectuar períodos de greve e outras formas de protesto desde dia 2, para exigir o pagamento dos salários de Novembro. Em falta está também o mês de Outubro a cerca de dez trabalhadores de um total de 40, e, desde o início do ano os salários não são pagos atempadamente.
Segundo um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa, a Inspecção-Geral do Trabalho efectuou várias visitas à empresa e autuou a gerência em Novembro por estarem por pagar a cinco trabalhadores o subsídio de férias, e a outros 12, o salário de Outubro.
Os trabalhadores consideram urgente uma nova política que acabe com o clima de impunidade patronal, conclui o comunicado.

Despedimento
Em Arcozelo, também em Gaia, os 70 trabalhadores da empresa Tromar, Industria e Comercialização de Materiais, foram colectivamente despedidos, após meses de salários em atraso, «por incúria dos gestores», acusa uma nota de dia 30 do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte. No mesmo dia, concentraram-se em protesto à porta da empresa.
A empresa pertence ao mesmo grupo responsável pelo despedimento de cem trabalhadores da Soarmoldes, situada na mesma localidade. A nota denuncia as vidas luxuosas dos gestores à custa do dinheiro que estava destinado aos agora desempregados, brindados com esta amarga prenda de Natal.

Concentração
Na Têxtil Mindelo, empresa falida situada em Vila do Conde, os trabalhadores efectuaram, no dia 27, uma concentração/plenário frente às instalações, para esclarecer sobre as decisões tomadas em tribunal quanto ao pagamento de créditos e indemnizações. Segundo um fax do Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto, os trabalhadores vão agora recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, no intuito de verem reconhecidos direitos que, segundo esta estrutura, não foram tidos em conta nos tribunais portugueses.