A resposta passa pela alternativa e não pela rotatividade política»
Direcção Nacional da JCP
Levar a luta até ao voto
A campanha eleitoral tem de ser feita por cada militante, afirma a Direcção Nacional da JCP, que quer ver cada protesto contra o Governo num voto na CDU.
Reunida recentemente, a Direcção Nacional da JCP reconhece que, com as eleições legislativas, se avizinha «um duro e grande combate» e que os jovens comunistas têm de assumir «um sério compromisso de trabalho que consista essencialmente no contacto directo com os jovens nas empresas, nas escolas e nas ruas, que leve a cada canto as propostas da CDU».
O objectivo é aproximar ainda mais os comunistas dos problemas das populações, que capitalize a nossa ligação às dinâmicas e aspirações da juventude, numa campanha que «será levada a cabo por cada um de nós, num esforço consciente e necessário».
«A JCP, pelo papel que desempenhou na defesa dos direitos e aspirações da juventude, considera justo e necessário apelar ao voto na CDU de todos aqueles que anseiam por um presente e futuro melhor», afirma a Direcção Nacional, numa nota à imprensa.
A direcção da JCP sublinha que a resposta à situação política portuguesa passa pela alternativa e não pela rotatividade política. «Se durante os últimos anos a juventude lutou e travou batalhas políticas desiguais, o passo seguinte é o do voto. O voto na CDU é o único que coerentemente dá continuidade à luta por mais empregos e melhores salários, por uma educação pública, gratuita e de qualidade, pela educação sexual nas escolas, pela discriminalização da interrupção voluntária da gravidez e por um Portugal de paz e cooperação entre os povos. Levar a luta até ao voto é votar na CDU, pois só com o reforço desta coligação na Assembleia da República é possível comprometer o Governo que se venha a formar com uma política para o povo e não para os poderosos», garante.
Os dirigentes da JCP alertam para que, «embora a política de direita tenha claramente deixado um rasto de descontentamento e de destruição dos direitos conquistados pelo povo português, os partidos que as defendem e as implementam tudo farão para esvaziar de conteúdo político as eleições legislativas de 2005, tentando desvincular-se do passado recente. É preciso não esquecer que, no que toca às questões essenciais, PS, PSD e CDS têm vindo a praticar as mesmas políticas ao longo dos seus sucessivos mandatos.»

Oportunidade a novas políticas

A JCP considera que a derrota da direita é uma vitória das diversas lutas que mobilizarem milhares de jovens trabalhadores e estudantes e que partiram de um profundo descontentamento, debilitando o Executivo nas posições anti-juvenis.
«Cada luta, cada acção popular, operária ou estudantil, constituiu um forte abalo no Governo, acabando por ser derrotado, principalmente nas ruas, nas escolas e nos locais de trabalho, e não em bastidores de gabinetes. A derrota do governo é a derrota das políticas de direita e a vitória da luta de todos quantos acreditaram que era possível alterar a situação política em Portugal. As eleições antecipadas constituem uma importante oportunidade não só para mudar de Governo, mas também de políticas», declara a JCP.
A Direcção Nacional considera que a luta da juventude permite entrar em 2005 com a confiança de que «o futuro que a juventude, os trabalhadores e os povos reclamam está mais perto, não obstante todas as forças, batalhas e obstáculos que há que enfrentar».

Festival da Juventude
e dos Estudantes em preparação


A Direcção Nacional da JCP lembra que o 16.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE) está numa fase adiantada de preparação. A iniciativa realiza-se em Agosto, em Caracas, na Venezuela, com o lema «Pela Paz e a solidariedade, lutamos contra o Imperalismo e a Guerra».
Em Portugal, o Comité Nacional Preparatório é actualmente composto por 15 organizações do movimento juvenil e prepara-se para acolher a terceira reunião preparatória internacional do festival, que terá lugar em Lisboa de 22 a 24 de Abril, com a participação de comités nacionais do mundo inteiro.
A JCP mostra que «está fortemente empenhada na preparação do festival, fazendo esforços para que muitos jovens portugueses e variadas expressões do movimento juvenil participem no trabalho preparatório e no próprio festival».
«O movimento juvenil aos níveis nacional, regional e internacional organiza-se para uma grande demonstração de solidariedade anti-imperialista e de defesa da luta dos povos. Mas este será também um momento de partilha de experiências de luta entre jovens, e de intercâmbio social, político e cultural, bem como, de afirmação da solidariedade com a revolução bolivariana», afirma a Direcção Nacional.

Mil recrutamentos até Setembro

A Direcção Nacional da JCP apontou como objectivo fazer mil recrutamentos até à próxima Festa do Avante!, porque «o reforço da organização está intimamente ligado com as tarefas que temos por diante».
«Nas batalhas eleitorais, no desenvolvimento da luta social, na influência junto das estruturas de massas juvenis, na afirmação pública da JCP, no desenvolvimento e preparação de iniciativas surgirão certamente oportunidade para milhares de jovens conhecerem o papel da JCP e o objectivo transformador que nos move», sublinha.
Outro objectivo é aumentar a recolha de fundos, já que «a luta que a JCP desenvolve situa-se num quadro não só de grandes exigências financeiras, como de profundas desigualdades perante os nossos adversários. O carácter revolucionário da nossa organização obriga a uma firme independência não só ideológica, mas também nos meios de que necessitamos.»
Uma iniciativa já em andamento é o torneio nacional de futsal, com o lema «Dá um chuto no Governo». Dezenas de equipas e centenas de jovens em 13 distritos do País participam nesta iniciativa de desporto, convívio, fraternidade e afirmação comunista. Devido à realização de eleições antecipadas, a grande final foi adiada de Fevereiro para Março.


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