A campanha não pára e não parará, por todo o País, até ao último segundo
Domingo, votar CDU
<font color=0093dd>Abrir caminho à mudança a sério</font>
Salas a transbordar, comícios que de tão cheios foram transferidos para a rua, grande participação e empenhamento militantes, uma enorme simpatia dos trabalhadores e das populações pela CDU e pelas suas propostas e postura… Tudo isto – e muito mais – marcou a campanha da CDU, que amanhã termina com um grande comício no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Ouvir os problemas dos trabalhadores e das populações, olhos nos olhos, de igual para igual, e afirmar as propostas do PCP e da CDU foi o mais importante traço da campanha eleitoral da CDU, que termina amanhã, em Lisboa. Antes, Porto e Braga são ainda destinos a visitar pelo secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, que, como afirmou no debate televisivo de terça-feira, pode ter perdido a voz mas não a confiança. Para ontem estava prevista uma nova visita ao distrito de Setúbal, aos concelhos de Almada, Seixal e Barreiro, já após a hora de fecho da nossa edição.
Em várias iniciativas, realizadas no fim-de-semana e na semana anterior, o secretário-geral do PCP destacou a simpatia com que a coligação é recebida em todo o lado onde vai. Simpatia que, reconhece, pode não ser sinónimo de votos, mas que é importante porque é geral, verificando-se tanto nos locais com mais influência do Partido, como em locais tradicionalmente mais de direita. Sendo que tem verificado um crescendo ao longo da campanha: De simpatia, da participação militante, da adesão de gente que afirmou ir votar na CDU pela primeira vez.
Daí se explica, talvez, os sucessivos «banhos de multidão» que as grandes iniciativas da coligação registaram. De Guimarães ao Porto, de Lisboa a Setúbal, como ao Alentejo. O comício de sábado, em Santa Iria da Azóia, terra natal de Jerónimo de Sousa, foi realizado na rua, pois era tanta, tanta a gente que queria participar que não cabia no local para onde estava marcado. E os exemplos podiam continuar…

O lado escondido da campanha

Mas a campanha não pára e não parará, por todo o País, até ao último segundo. Porque conversar, esclarecer e dar confiança aos portugueses não é tarefa apenas de dirigentes ou candidatos, mas de todos os comunistas, ecologistas e de todos os apoiantes da CDU. E assim tem sido ao longo dos últimos dois meses, desde o 17.º Congresso do Partido (mais exactamente desde a terça-feira seguinte), quando se soube da decisão presidencial de acabar com a vida deste governo da direita. E assim terá de continuar a ser até ao último dia. E, também, para lá do dia 20!
É o que o secretário-geral do PCP chamou, no seu blogue (http://jeronimodesousa.blogs.sapo.pt), o «lado esquecido da campanha». É que, sublinha o dirigente do PCP – e a realidade confirma –, «ao contrário do que os critérios mediáticos podem fazer crer, (a campanha) é muitíssimo mais do que as iniciativas em que participam os principais dirigentes partidários ou candidatos mais conhecidos». Pelo contrário, é obra do «esforço, dedicação e generosidade de milhares de militantes do PCP e do PEV e de outros activistas da CDU, que raramente serão notícia mas nem por isso deixam de ser um valioso exemplo de participação e empenhamento». Aliás, o secretário-geral comunista afirma não ter dúvidas de que este é o «caminho mais certo e mais seguro para o êxito eleitoral da CDU».

Mudar sim, mas a sério!

De facto, numerosas iniciativas, grandes ou pequenas, com ou sem a presença do secretário-geral do PCP ou dos principais candidatos, trouxeram à rua largos milhares de activistas do PCP e da CDU. Concelho a concelho, freguesia a freguesia, empresa a empresa, os comunistas e seus aliados vão ter com as pessoas onde elas estão e conversam, esclarecem, distribuem folhetos, colam cartazes. Tudo por militância, por confiança num bom resultado nas eleições e, sobretudo, por um futuro melhor para o País e para o mundo.
Como repetidas vezes o secretário-geral do PCP tem afirmado, alguns dos principais adversários da CDU – o preconceito, a descrença, o desânimo – não estarão, domingo, no boletim de voto. Foi também para vencer estes sentimentos que os milhares e milhares de activistas se mobilizam para o contacto pessoal com os eleitores.
E também para afirmar que o Governo PSD/PP caiu pela política de direita realizada e pela luta de amplos sectores da população. Como aconteceu igualmente ao anterior governo do PS e, crê a CDU, acontecerá a qualquer outro que a pretenda prosseguir a mesma política. Para os comunistas e seus aliados, é hora de mudar, mas «mudar a sério», o que apenas será assegurado pelo reforço da CDU em votos e deputados.

Votar por convicções e princípios

No folheto de campanha, editado recentemente e em distribuição até amanhã à noite, a CDU lança um desafio aos eleitores: «Agora é consigo, mais votos na CDU». Defendendo que há que votar na «esquerda a sério para mudar a sério», a coligação PCP-PEV alerta contra os perigos de se «ir na conversa da maioria absoluta». Porque, realça, os que apelam a esta maioria «querem ficar com as mãos livres para prosseguir as mesmas políticas que, ano após ano, têm conduzido ao fracasso dos governos quer do PSD quer do PS».
A CDU lembra ainda que é importante votar numa esquerda «que dá garantias de marcar presença na luta contra todas as medidas e políticas negativas, que não desertará nem se acomodará perante as dificuldades. Uma esquerda combativa e presente para lá dos títulos dos jornais e das frases ditas para os telejornais».
No folheto, Jerónimo de Sousa faz um apelo ao eleitorado: «Para que compreenda que, estando garantida a derrota da direita, o que mais importa não é trocar o certo pelo incerto, mas sim votar por convicções, compromissos e propostas para uma mudança a sério.» Votando na CDU, para dar mais seriedade à vida política e mais força aos que sempre combateram uma política errada e injusta e honrarão o compromisso assumido de lutar por novas políticas e novas soluções, afirma o secretário-geral do PCP.
A CDU retoma ainda algumas das principais causas pelas quais se baterá: a tomada de medidas económicas e sociais que combatam o desemprego e promovam a criação de novos postos de trabalho; a revogação do Código de Trabalho e a aprovação de uma nova lei laboral, que garanta os direitos dos trabalhadores; o aumento do salário mínimo e das pensões e reformas; a reposição dos direitos de aposentação na Administração Pública, da idade da reforma para os 62 anos e a recusa do aumento da idade de reforma para os homens; o regresso dos Hospitais SA ao sector público administrativo e a despenalização do aborto até às 12 semanas a pedido da mulher.


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