Capital aumenta lucros...

De acordo com dados divulgados na edição de segunda-feira do Diário de Notícias, os quatro maiores grupos financeiros portugueses aumentaram as respectivas taxas de lucro em mais de 16 por cento no ano de 2004, exceptuando a Caixa Geral de Depósitos(CGD) , que apresentou uma quebra na ordem dos 30 por cento devido à transferência do fundo de pensões decidida pelo Governo cessante do PSD/PP.
Foi também por força desta medida que as cinco maiores instituições pagaram quase 30 por cento a menos de impostos, num total absoluto de 227 milhões de euros, em contraste com os quase 312 milhões pagos ao fisco em 2003.
O Santander Totta viu os lucros crescerem cerca de 20 por cento, mas o Millenium BCP foi o que maior resultado absoluto apresentou assumindo-se na liderança dos grupos nacionais com 513 milhões de euros em lucros e activos superiores aos do anterior líder, a CGD.
As mesmas instituições viram ainda crescer em quase 6 por cento a taxa de recursos de clientes, subida percentual semelhante à da concessão de empréstimos, 5,4 por cento mais que em 2003.


...Famílias endividadas

Do mesmo modo que aumentam os lucros da banca, cresce o índice de endividamento das famílias portuguesas.
No final do ano passado, cada português devia ao banco mais de 9 mil euros, cifra que fez atingir o recorde absoluto de endividamento das famílias.
O valor de 2004 foi mesmo o mais elevado dos últimos cinco anos, totalizando 90 mil milhões de euros, mais 30 por cento se compararmos com os índices de 1999.
O crédito mal parado registou uma ligeira descida, mas os empréstimos para compra de habitação própria foi o maior contribuinte para o endividamento das famílias portuguesas, cerca de 80 por cento, seguido a larga distancia pelo financiamento do consumo, a segunda razão pela qual cada vez mais portugueses se encontram nas mãos dos bancos.


Janeiro traz desemprego

Também o desemprego cresceu no primeiro ano de 2005, informou sexta-feira o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Segundo os número do IEFP, o número de desempregados cresceu 4,1 por cento em relação a Janeiro de 2004, isto é, encontram-se hoje mais 19 mil pessoas sem trabalho que em igual período do ano passado.
A mesma comparação revela ainda que o desemprego de longa duração afectou mais 10,6 por cento de pessoas, subida acompanhada em 4,5 por cento pelo escalão das pessoas que procuram um novo emprego.
Os números oficiais revelam, assim, que se encontram sem trabalho quase 500 mil cidadãos nacionais, mais de 37 mil dos quais com formação universitária ou superior.
A região Norte do País é a que mais desempregados concentra e os homens foram mais afectados pela situação de desemprego registando um crescimento de 5,2 por cento, enquanto o número de mulheres desocupadas aumentou 3,2 por cento.


Hospitais com resultados negativos

No sector da saúde, o projecto de gestão empresarial imposta por Luís Filipe Pereira a 31 unidades de saúde nacionais continua a apresentar resultados negativos nas respectivas contas.
Em 2004, pelo segundo ano consecutivo, 11 dos chamados hospitais-empresa fecharam as contas com saldo negativo.
No total dos 31 hospitais, 20 têm ainda contas deficitárias fazendo com que a dívida total das instituições resulte num valor aproximado aos 80 milhões de euros.
Com saldo positivo encontram-se os hospitais de St.º António, Garcia da Orta, Barreiro, Santarém, St.ª Marta e os IPO’s de Lisboa e Coimbra, enquanto que o Hospital de Setúbal apresenta os piores resultados.
Avaliadas as contas, aguarda-se igual monitorização da qualidade dos serviços prestados pelos 31 hospitais aos utentes e das carências logísticas e humanas criadas com o referido modelo de gestão.


Fogo ainda mata

Um incêndio florestal em Mortágua, no distrito de Viseu, vitimou, segunda-feira, quatro bombeiros do corpo de Sapadores de Coimbra chamados a intervir no combate às chamas.
Às quatro vítimas, com idades compreendidas entre os 24 e os 44 anos, junta-se ainda um ferido internado no Hospital de Coimbra.
O quadro clínico do bombeiro é considerado grave mas não existe o perigo de agravamento do estado ou mesmo de vida, asseguram os serviços hospitalares.
A realização das cerimónias fúnebres estava prevista para o dia de ontem, embora não houvesse confirmação do facto devido ao atraso na autópsia dos cadáveres.


Resumo da Semana