Produção em queda

A produção industrial caiu no nosso País, em Janeiro, pelo sétimo mês consecutivo. O recuo foi de 2,3 por cento face a igual período de 2004, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Esta descida do índice de produção industrial surge após um recuo de 2,2 por cento em Dezembro, tendência negativa que caracterizou os últimos sete meses e que reflecte uma deterioração da actividade.
A concorrer para a quebra da produção industrial estiveram todos os grandes agrupamentos da indústria transformadora. Ligeiramente diferente foi o comportamento da indústria extractiva (aumentou a sua produção em 0,3 por cento), bem como a energia que registou um aumento de 1,7 por cento, enquanto a electricidade, gás e água registou uma subida de 0,9 por cento, de acordo com os dados do INE.


Frio mata culturas

Cinquenta mil toneladas de citrinos e oito mil toneladas de produtos hortícolas perderam-se nas últimas semanas no Algarve em consequência das temperaturas negativas e da formação de geadas. A estimativa é dos agricultores algarvios, a braços com prejuízos financeiros que, segundo os seus cálculos, ascendem a cerca de cinco milhões de euros. As explorações agrícolas afectadas, com prejuízos que em alguns casos atingem os cem por cento, abrangem 100 hectares de estufas e 1.500 hectares de pomares de citrinos ao ar livre. Esta calamidade voltou a trazer para primeiro plano questões como a modernização agrícola ou a que se refere à criação de seguros específicos e respectivos prémios nos casos de perda total de produtos devido às intempéries.


Lixo nuclear no mar

Resíduos nucleares altamente radioactivos deram à costa nos anos 80 numa praia escocesa, depois de terem sido depositados no mar por uma central nuclear britânica. A submersão dos resíduos em águas profundas foi feita com o propósito de fazer baixar a sua elevada taxa de radioactividade. Uma quantidade não especificada acabou, porém, por dar à costa numa praia pública.
Este gravíssimo caso, ocorrido em pleno consulado de Margaret Thatcher, não obstante o conhecimento que dele tiveram os funcionários da central de Dounreay, em Caithnessa, Escócia, conseguiu ser abafado pelas autoridades. Isto até que um antigo responsável pela segurança da central entre 1960 e 1989, Herbie Lyalls, resolveu contar o que sabia ao Sunday Times, que fez na passada semana a bombástica revelação.


Acção judicial contra EUA

Familiares de vítimas do maremoto do Sudoeste Asiático apresentaram uma acção judicial contra o serviço meteorológico dos Estados Unidos por não ter alertado as populações para o perigo que se avizinhava.
A queixa foi apresentada em Nova Iorque por três advogados (um norte-americano e dois austríacos) que representam cerca de 60 vítimas e familiares de falecidos, a maioria de nacionalidade alemã e austríaca, mas também cidadãos de nacionalidade holandesa e francesa.
Por que é que o Centro de Alerta de Tsunamis norte-americano do Hawai, no oceano Pacífico, não alertou imediatamente os países do Sudoeste Asiático, apesar de ter tido conhecimento, com cinco minutos de diferença, do sismo que originou o maremoto de 26 de Dezembro? Esta é a grande questão que os autores da acção judicial querem ver esclarecida. Tanto mais que existe a obrigatoriedade internacional de alertar qualquer sismo a partir de uma magnitude de 6,5 na escala aberta de Richter (o ocorrido ao largo da ilha de Samatra teve uma magnitude de nove.


SIDA progride em África

O número de infectados com o vírus da SIDA em África pode ultrapassar os 89 milhões até ao ano de 2005 (10 por cento da população). Este é o cenário previsível, caso não sejam feitos investimentos significativos que contrariem a actual tendência, alertou a Agência das Nações Unidas vocacionada para esta problemática em relatório divulgado em Genebra.
Tais investimentos, obtidos com recurso à ajuda externa e aplicados na saúde, formação, na área social e nas infra-estruturas, segundo aquela entidade, poderão evitar a morte de 16 milhões de pessoas e a infecção de 43 milhões.
O documento – intitulado «SIDA em África» e compilado durante dois anos por mais de 150 peritos – estima em 200 mil milhões de dólares o montante necessário para travar a propagação do flagelo. Este investimento corresponderia ao cenário mais favorável, de três possíveis, traçado pela ONUSida quanto ao «modo como a epidemia poderá evoluir no continente nos próximos 20 anos, com base nas decisões políticas tomadas actualmente pelos dirigentes africanos e o resto do mundo».


Resumo da Semana