84 anos do Partido
comemorados com grande comício em Lisboa
«Não abdicamos de transformar a sociedade»
Um verdadeiro mar vermelho encheu por completo a sala Tejo do Pavilhão Atlântico, em Lisboa, no passado sábado, dia 5, no comício de aniversário dos 84 anos do PCP. Foram milhares os comunistas e amigos dos distritos de Lisboa e Setúbal – e alguns de outros locais – que quiseram comemorar juntos esta importante data.
«Bem unidos façamos, nesta luta final, uma terra sem amos, a Internacional», cantaram, a plenos pulmões e com os punhos bem cerrados, milhares de comunistas que assinalavam o 84.º aniversário do seu Partido, o Partido Comunista Português. Antes, tinham já cantado, abraçados, o Avante, Camarada e cantariam ainda A Portuguesa.
O final da comemoração do 84.º aniversário do PCP pode ter sido – e foi – no sábado, em Lisboa, semelhante ao de muitos outros comícios de aniversário em anos anteriores: emocionante, convicto, forte. Mas de uma semelhança sempre renovada pelos novos protagonistas – muita e muita gente nova que veio ao Partido – e pelas novas causas da luta que compõem a causa maior: o fim da exploração do homem pelo homem e a construção de uma nova sociedade, socialista e comunista.
Antes de o secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa (cuja intervenção publicamos, a seguir, na íntegra), declarar que «não abdicamos de transformar a sociedade», já os anteriores oradores tinham manifestado esta mesma intenção. Miguel Tiago, da direcção da JCP e recentemente eleito deputado à Assembleia da República, afirmou que o que move os jovens comunistas hoje é um «projecto que tem raízes no passado e é o caminho do futuro». É, prosseguiu, o sonho da construção de uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, «é um sonho que aprendemos neste Partido». E, retomando o lema da JCP, lembrou que «o sonho tem Partido».
Antes, Deolinda Santos, do Comité Central, leu o comunicado conjunto das duas direcções regionais onde se destaca a importância do papel da organização do Partido para criar melhores condições para o desenvolvimento da luta. Como não há festa sem música, os «Quadrilha» deram início às comemorações, depois de partilhado o gigante bolo de aniversário.


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