Setúbal
Bicentenário da Morte do Bocage
A transformação da Casa do Bocage em museu é uma das iniciativas das comemorações do bicentenário da morte do poeta setubalense promovidas pela Câmara Municipal de Setúbal e Centro de Estudos Bocagenos durante 2005.
Com um orçamento global de 200 mil euros, as comemorações do Bicentenário da Morte do Bocage contam com participações pontuais do Ministério da Cultura, embora a candidatura apresentada pela autarquia setubalense para a obtenção de um financiamento através do Programa Operacional da Cultura tenha sido excluída.
A musealização da Casa do Bocage contempla a instalação de um Centro de Documentação Bocagena, que inclui um acervo digitalizado que será ligado em rede aos departamentos de Literatura Portuguesa das Faculdades, Institutos e outros estabelecimentos de ensino nacionais e estrangeiros onde se estuda a vida e obra do poeta setubalense.
Está também prevista a troca de informação com diversos estabelecimentos de ensino europeus, designadamente com as universidades de Santiago de Compostela Montepelier e Paris VIII e com a Voltaire Foundation, em Inglaterra.
A par do novo Centro de Documentação Bocagena, que deverá reunir tudo o que foi escrito por Manuel Maria Barbosa du Bocage, ensaios e artigos de imprensa sobre o poeta setubalense, a autarquia comunista pretende também inaugurar uma exposição permanente sobre a vida, obra e época em que viveu um dos maiores vultos da cultura portuguesa.
Segundo revelou, no início do mês, em conferência de imprensa, o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Carlos Sousa, a exposição permanente estará patente ao público no futuro museu da Casa do Bocage, logo que estejam concluídas as obras de requalificação daquele espaço, o que só deverá acontecer até 15 de Setembro de 2005, justamente o Dia do Bocage e da cidade de Setúbal.
«Assinalar a morte de Bocage é relançar o nome de Setúbal a nível nacional e internacional», afirmou Carlos Sousa, salientando que as comemorações do Bicentenário da Morte do Bocage, que viveu entre 1765 e 1805, incluem também ciclos de conferência por investigadores portugueses e brasileiros, saraus poéticos e concertos, entre outras iniciativas culturais.


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