Mudar de rumo nas Telecomunicações
Os resultados eleitorais de 20 de Fevereiro «retiram toda a legitimidade ao Governo PS para prosseguir velhas políticas ou vir insistir com novas políticas do mesmo teor, elas próprias responsáveis pela situação em que o País se encontra». Este é o entender da célula do PCP do sector das Telecomunicações, na edição de Março do seu boletim «Linha Directa». Para os comunistas deste sector, «chegou a hora de colocar claramente da questão da continuidade, ou não, da actual equipa dirigente do Grupo PT». O PCP entende que «seria um bom sinal ouvir o que os trabalhadores têm a dizer sobre esta matéria, que tanto lhes diz respeito».
A célula do PCP nas Telecomunicações – afirma-se no boletim – tem alertado «sucessivas vezes para os graves erros estratégicos que têm sido praticados pela actual administração». Erros esses, destacam os comunistas, com «repercussões muito negativas no presente e no futuro destas empresas.
Para os comunistas, os actuais parâmetros de gestão da PT prendem-se com a maximização do lucro e a sua distribuição pelos grandes accionistas. E, falando de lucros, o «Linha Directa» avança com os montantes em causa: em 2004, os lucros foram da ordem dos 500 milhões de euros (os maiores de sempre), o que representa um aumento de mais de 100 por cento relativamente ao ano anterior.
Ao mesmo tempo, destacam, as empresas foram descaracterizadas, predominando agora a função financeira; os trabalhadores vêm os seus direitos reduzidos e postos em causa; os utentes vêm o serviço a degradar-se e o País «perde uma fatia importante de impostos não pagos, mercê dos engenhosos processos de “planeamento fiscal”».
Os comunistas recordam ainda que a PT esteve no «centro do furacão» que contribuiu para a queda do Governo PSD/PP, o caso das «alegadas tentativas de controlo» dos órgãos de comunicação social». Para o PCP, «foi aqui que tudo começou. Foi aqui que apareceu em cena o “gestor Luís Delgado”. E terminou de um modo lamentável». Relativamente à venda da Lusomundo Serviços, o PCP considera que a oportunidade não foi a melhor e lembra que a escolha do «cliente» vem agravar ainda mais a «indesejada concentração» dos media.


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